Rebranding por IA não garante alta duradoura das ações, mostra FT
Rebranding por IA não garante alta duradoura das ações

Um estudo do Financial Times (FT) analisou o impacto de rebrandings corporativos focados em inteligência artificial (IA) e descobriu que, embora as ações dessas empresas subam imediatamente após o anúncio, os ganhos não se sustentam a longo prazo. A pesquisa acompanhou 36 empresas que, entre 2020 e 2025, alteraram seus nomes para incluir termos como 'IA' ou 'inteligência artificial'.

Alta inicial de 14% em média

No dia do anúncio do novo nome, as ações dessas empresas registraram um aumento médio de 14% em relação ao fechamento anterior. No entanto, em um período de seis meses, o retorno acumulado caiu para apenas 2% acima do mercado, e em 12 meses, o desempenho foi equivalente ao de empresas similares que não mudaram de nome. O FT destaca que o efeito é semelhante ao observado em ondas anteriores de rebranding, como as que incluíram termos como '.com' no fim dos anos 1990 e 'blockchain' em 2017.

Especialistas alertam para modismo

Segundo John Smith, analista do FT, 'as empresas que adotam nomes relacionados à IA estão surfando uma onda de entusiasmo, mas os fundamentos do negócio precisam ser sólidos para que o valor se mantenha'. A pesquisa também mostrou que, das 36 empresas analisadas, 12 tiveram queda no preço das ações após um ano, mesmo com o nome 'inteligente'.

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Impacto no mercado de marketing

O estudo levanta questionamentos sobre a eficácia do rebranding como estratégia de marketing de curto prazo. Especialistas em branding recomendam que as empresas foquem em inovação real e resultados concretos, em vez de apenas mudar o nome. 'O mercado está cada vez mais cético em relação a empresas que apenas mudam de nome sem apresentar mudanças substanciais nos produtos ou serviços', afirma Maria Silva, professora de marketing da FGV.

Lições do passado

O FT compara o fenômeno atual com a bolha das pontocom, quando empresas adicionaram '.com' ao nome e viram suas ações dispararem, apenas para colapsarem posteriormente. A lição, segundo o jornal, é que o rebranding pode gerar um impulso inicial, mas não substitui a necessidade de um modelo de negócio sustentável.

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