Cão 'frentiscão' Poze morto na Patagônia por ataque de cadelas agressivas; tutor denuncia
Poze, cão frentista de Campinas, morto na Patagônia por ataque

O cão Poze, um dos famosos 'frentiscães' de Campinas (SP), morreu na Patagônia argentina após ser atacado por cadelas agressivas, conforme relato do tutor Giovanni Fernandes. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (27), Giovanni informou que o animal foi morto por cães de um homem que morava em um camping vizinho, e que o suspeito ocultou o corpo e ainda teria ameaçado a família com um revólver.

Desaparecimento e buscas

Poze desapareceu por volta das 20h30 do dia 12 de junho, durante uma viagem da família pela Patagônia. O tutor contou que os cães da família brincavam soltos em uma área fechada do camping. Ao chamá-los, Poze não retornou. Vizinhos relataram ter ouvido latidos e barulhos de briga de cães vindos de uma propriedade vizinha.

Giovanni chegou a conversar com o proprietário do terreno, que inicialmente negou saber do paradeiro do animal. No entanto, uma funcionária de uma loja de bebidas teria ouvido o homem confessar que suas cadelas haviam matado Poze e que o corpo jamais seria encontrado. A família colou cartazes e mobilizou voluntários, mas o cão não foi localizado.

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Ameaça e retorno ao Brasil

Ao confrontar o suspeito com a informação, a família foi recebida com violência. “Uma pessoa escondeu isso da gente, fingiu nos ajudar esse tempo todo [...] E essa mesma pessoa nos ameaçou com uma arma quando nós começamos a descobrir as coisas que sabemos agora e temos como provar”, relatou Giovanni. Ele registrou boletim de ocorrência na polícia argentina e está em contato com uma advogada para buscar responsabilização.

A família dirigiu cerca de 3,3 mil km por 40 horas para voltar ao Brasil, levando os outros três cães: Flávia, Nagalli e Matuê. A morte de Poze foi confirmada em 19 de julho.

Trajetória de Poze

Poze era um cão vira-lata adotado em um posto de gasolina da rede da família de Giovanni, no Jardim Novo Campos Elíseos, em Campinas. Ele ganhou coleira e uniforme de frentista, juntando-se a Matuê, o primeiro cão adotado no local. A fama dos animais inspirou um perfil nas redes sociais com mais de 1,1 milhão de seguidores. Os nomes dos cães são homônimos de artistas do trap e do funk brasileiro.

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