Por que Microsoft salta e Meta desaba após resultados do 2T26?
Microsoft salta, Meta desaba: o que explica o contraste

O mercado de tecnologia vive um dia de contrastes nesta sexta-feira, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) por Microsoft e Meta. Enquanto as ações da Microsoft saltaram mais de 8% na pré-abertura de Wall Street, os papéis da Meta despencaram cerca de 15%, refletindo percepções opostas dos investidores sobre as perspectivas de curto prazo das duas gigantes.

Microsoft: nuvem e IA impulsionam receita

A Microsoft reportou receita de US$ 72,3 bilhões no trimestre, alta de 16% ante o mesmo período de 2025, superando as estimativas de US$ 70,8 bilhões. O lucro por ação foi de US$ 3,45, contra US$ 3,27 esperado. O segmento de nuvem Azure cresceu 28%, impulsionado por contratos de inteligência artificial generativa. “A demanda por nossos serviços de IA continua acelerando, com clientes corporativos migrando cargas de trabalho críticas para a nuvem”, afirmou Amy Hood, CFO da Microsoft, em teleconferência com analistas. A empresa também anunciou um novo programa de recompra de ações de US$ 30 bilhões.

Meta: custos disparam e receita decepciona

Já a Meta apresentou receita de US$ 41,2 bilhões, ligeiramente abaixo do consenso de US$ 41,5 bilhões, e lucro por ação de US$ 2,94, contra US$ 3,01 esperado. O grande problema foi o aumento de 22% nas despesas operacionais, para US$ 28,6 bilhões, puxado por investimentos em infraestrutura de IA e no metaverso. “Estamos comprometidos com nossa visão de longo prazo, mas os resultados de curto prazo refletem os custos dessa transição”, disse Mark Zuckerberg, CEO da Meta. A empresa também reduziu a previsão de receita para o terceiro trimestre, entre US$ 41,0 bilhões e US$ 42,5 bilhões, abaixo das projeções.

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Impacto no mercado e expectativas

O movimento divergente ilustra a seletividade dos investidores em relação ao setor de tecnologia. Enquanto a Microsoft é vista como beneficiária direta da adoção de IA empresarial, a Meta enfrenta ceticismo quanto ao retorno de seus gastos elevados. “A Microsoft está colhendo os frutos de uma estratégia focada em nuvem e IA, enquanto a Meta ainda busca justificar seus investimentos pesados”, avaliou Daniel Ives, analista da Wedbush Securities. As ações da Microsoft já acumulam alta de 32% em 2026, enquanto as da Meta caíram 12% no mesmo período.

Perspectivas para o setor

O contraste entre os resultados também reflete diferentes momentos de ciclo. A Microsoft, mais madura, mantém margens elevadas, enquanto a Meta, em fase de expansão, sacrifica lucratividade no curto prazo. Para o mercado, o desempenho de ambas servirá como termômetro para outras empresas de tecnologia que divulgarão resultados nas próximas semanas, como Alphabet e Amazon.

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