Mercado redefine perfil dos talentos de tecnologia
Mercado redefine perfil dos talentos de tecnologia

O mercado de tecnologia está passando por uma transformação significativa na forma como as empresas recrutam e valorizam seus profissionais. De acordo com uma pesquisa recente da DINO, divulgada em julho de 2026, as companhias estão redefinindo o perfil dos talentos de TI, priorizando não apenas as habilidades técnicas, mas também competências comportamentais e uma visão estratégica de negócios.

Mudança no perfil exigido

Segundo o levantamento, 78% das empresas entrevistadas afirmam que as habilidades interpessoais, como comunicação, trabalho em equipe e inteligência emocional, são tão ou mais importantes que o conhecimento técnico na hora de contratar. “O profissional de tecnologia hoje precisa entender o negócio como um todo, não apenas escrever código”, afirma Carlos Silva, diretor de RH de uma grande empresa de software.

Habilidades técnicas ainda são essenciais

Apesar da ênfase nas soft skills, o domínio de linguagens de programação, cloud computing e segurança cibernética continua sendo um requisito básico. A pesquisa indica que 92% das empresas consideram o conhecimento técnico um pré-requisito, mas apenas 35% o veem como diferencial competitivo. “O mercado está saturado de profissionais tecnicamente competentes, mas que não conseguem se comunicar ou trabalhar em equipe”, explica Silva.

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Visão de negócios como diferencial

Outro ponto destacado é a capacidade de alinhar soluções tecnológicas aos objetivos estratégicos da empresa. Cerca de 65% dos gestores afirmam que a visão de negócios é um fator decisivo na contratação. Profissionais que conseguem traduzir demandas de mercado em soluções técnicas têm mais chances de ascender na carreira. “O profissional de TI do futuro será um híbrido entre tecnólogo e estrategista”, completa o executivo.

Impacto na formação e carreira

Essa mudança de perfil já impacta as universidades e cursos de capacitação, que estão reformulando currículos para incluir disciplinas de gestão, comunicação e empreendedorismo. Para os profissionais, a recomendação é investir em desenvolvimento pessoal e buscar experiências que vão além da programação. A pesquisa da DINO ouviu 500 empresas de médio e grande porte entre janeiro e junho de 2026.

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