Renúncia após indiciamento
Lucas Kallas deixou o cargo de presidente do Grupo Cedro nesta quinta-feira, 17 de julho, apenas algumas semanas após ser indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento em fraudes a licitações. A saída foi confirmada pela empresa em comunicado oficial, que informou que a decisão foi tomada pelo executivo de forma voluntária, para não prejudicar a imagem do grupo.
Investigação da PF
O indiciamento de Kallas ocorreu no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga irregularidades em contratos públicos. Segundo a PF, o executivo é suspeito de participar de um esquema que desviava recursos de licitações de empresas estatais. As investigações apontam que o Grupo Cedro teria utilizado empresas de fachada para obter vantagens indevidas em contratos com a Petrobras e outras estatais.
Impacto no Grupo Cedro
A saída de Kallas ocorre em um momento delicado para o Grupo Cedro, que já enfrenta dificuldades financeiras e uma queda em suas ações na bolsa. Com a renúncia, a empresa busca demonstrar cooperação com as autoridades e preservar sua reputação. O conselho de administração já iniciou o processo de sucessão, e um novo presidente deve ser anunciado nas próximas semanas.
Defesa de Kallas
Por meio de sua assessoria de imprensa, Lucas Kallas afirmou que sua renúncia não significa reconhecimento de culpa. "Deixo o cargo para não expor a empresa a desgastes desnecessários. Confio na Justiça e tenho certeza de que minha inocência será provada", disse o executivo em nota. Ele também se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
Contexto das investigações
Além de Kallas, outras duas pessoas ligadas ao Grupo Cedro também foram indiciadas pela PF. O esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 50 milhões em contratos fraudulentos entre 2018 e 2022. A operação é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro e já resultou na prisão de outros empresários e ex-funcionários de estatais.
Próximos passos
O Grupo Cedro afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades e que adotará medidas internas para evitar a repetição de irregularidades. A empresa também anunciou a contratação de uma auditoria independente para revisar seus processos de compliance. Enquanto isso, as ações do grupo continuam sob pressão no mercado, com queda de 12% desde o anúncio do indiciamento.



