Incorporação de Jirau estende concessão da Engie até 2047
Incorporação de Jirau estende concessão da Engie até 2047

A Engie Brasil Energia informou que a incorporação da usina hidrelétrica de Jirau, localizada em Rondônia, ampliou o prazo de concessão da empresa, que agora se estende até 2047. A operação, concluída em junho de 2026, permitiu à Engie assumir o controle total do ativo, antes detido em parceria com a Eletrobras e outros sócios.

Impacto da incorporação

Com a incorporação, a Engie passa a ter 100% da usina de Jirau, que tem capacidade instalada de 3.750 MW. A medida não apenas consolida a posição da empresa no setor elétrico brasileiro, mas também prolonga a vida útil da concessão, originalmente prevista para terminar em 2037. Agora, a concessão se estende por mais dez anos, até 2047, conforme comunicado ao mercado.

Segundo a Engie, a incorporação de Jirau traz sinergias operacionais e ganhos de eficiência. A empresa espera reduzir custos com a gestão unificada das usinas e otimizar a geração de energia. A usina de Jirau é a quarta maior hidrelétrica do Brasil em capacidade instalada e desempenha papel crucial no abastecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Declarações da empresa

“A incorporação de Jirau representa um marco estratégico para a Engie no Brasil. Estamos ampliando nossa presença no setor e garantindo uma concessão de longo prazo, o que nos permite planejar investimentos e contribuir para a segurança energética do país”, afirmou o presidente da Engie Brasil, Maurício Bähr, em nota oficial.

O executivo destacou que a extensão da concessão até 2047 assegura previsibilidade para a empresa e seus acionistas. A operação também está alinhada com a estratégia da Engie de focar em ativos de geração renovável e de baixo carbono. A usina de Jirau é uma hidrelétrica a fio d’água, com impacto ambiental reduzido em comparação a outros empreendimentos do setor.

Detalhes financeiros

A transação envolveu o pagamento de R$ 4,7 bilhões pela participação dos sócios minoritários, incluindo a Eletrobras, que detinha 20% de Jirau. O valor foi financiado com recursos próprios e captações no mercado de capitais. A Engie estima que a incorporação gere um aumento de 15% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa nos próximos anos.

Analistas do setor avaliam que a operação fortalece o balanço da Engie e melhora sua posição competitiva. A usina de Jirau tem um custo de geração competitivo, o que a torna um ativo atrativo em um cenário de transição energética. A energia gerada é comercializada principalmente no mercado regulado, com contratos de longo prazo.

Contexto do setor elétrico

A incorporação ocorre em um momento de consolidação no setor elétrico brasileiro, com grandes grupos buscando ampliar suas carteiras de ativos. A Engie já é um dos maiores geradores privados do país, com capacidade total de cerca de 10 GW, incluindo usinas hidrelétricas, eólicas e solares. A empresa também atua na distribuição de energia e na comercialização.

A extensão da concessão de Jirau até 2047 dá à Engie mais tempo para recuperar o investimento e gerar retornos. A usina, que começou a operar comercialmente em 2013, tem um fator de capacidade médio de 55%, considerado elevado para uma hidrelétrica da região amazônica.

Próximos passos

A Engie planeja investir R$ 1,2 bilhão em melhorias na usina de Jirau nos próximos cinco anos, incluindo a modernização de turbinas e sistemas de controle. A empresa também estuda a instalação de painéis solares flutuantes no reservatório, o que poderia aumentar a geração de energia renovável no local.

Com a incorporação, a Engie espera aumentar sua participação no mercado de energia limpa e contribuir para as metas de descarbonização do Brasil. A empresa se comprometeu a reduzir suas emissões de carbono em 30% até 2030, em linha com os objetivos do Acordo de Paris.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar