O Ibovespa opera em baixa nesta quarta-feira, pressionado pela cautela dos investidores antes da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e pelo balanço decepcionante do Santander Brasil. As ações do banco caíram mais de 6% após resultados fracos, com provisões elevadas e receitas abaixo do esperado. No cenário internacional, os preços do petróleo dispararam 7%, com o barril do Brent atingindo US$ 90, após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer uma resposta ao ataque do Irã. Enquanto isso, a Anvisa aprovou cinco novas canetas para tratamento da obesidade, e os preços de escritórios em São Paulo bateram recorde, com a vacância atingindo a mínima histórica.
Ibovespa sob pressão com Fed e balanço do Santander
O principal índice da bolsa brasileira recua, tentando manter os 175 mil pontos, refletindo o clima de aversão ao risco global. A decisão do Fed sobre a taxa de juros, prevista para esta tarde, é acompanhada de perto. Além disso, o balanço do Santander Brasil decepcionou o mercado, com provisões para devedores duvidosos mais altas e receitas fracas, levando a ação a cair mais de 6%. Analistas apontam que o banco enfrenta desafios no crédito, o que pode impactar o setor financeiro como um todo.
Petróleo dispara com tensão geopolítica
O petróleo tipo Brent subiu 7%, ultrapassando os US$ 90 por barril, impulsionado pela promessa de Trump de retaliar o ataque do Irã a bases americanas. A Arábia Saudita também se juntou aos EUA em ataques no Iraque, elevando a tensão no Oriente Médio. Especialistas alertam que a escalada do conflito pode pressionar ainda mais os preços da commodity, com impactos na inflação global.
Anvisa aprova novas canetas para obesidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco novas canetas para tratamento da obesidade, ampliando as opções terapêuticas no país. A decisão pode beneficiar empresas farmacêuticas, como a Hypera, que recentemente obteve aprovação para sua caneta de semaglutida, considerado um novo gatilho para a companhia.
Mercado imobiliário: preço de escritórios bate recorde em SP
Os preços de escritórios comerciais em São Paulo atingiram o maior valor histórico, enquanto a taxa de vacância caiu para o menor patamar já registrado. O movimento reflete a recuperação do setor após a pandemia, com demanda aquecida por espaços de alto padrão. Especialistas do mercado imobiliário apontam que a tendência de valorização deve continuar, impulsionada pela retomada econômica.



