O Grupo Pão de Açúcar (GPA) divulgou nesta quinta-feira (17) uma nota em que classifica como minoritárias e sem fundamento as contestações apresentadas por um grupo de credores ao seu plano de recuperação extrajudicial. A empresa, que controla as bandeiras Pão de Açúcar e Extra, busca aprovação judicial para o acordo que prevê o alongamento de dívidas e a reestruturação financeira.
Detalhes das contestações
Segundo o GPA, as objeções partem de um pequeno número de credores que representam menos de 5% do total da dívida sujeita ao plano. A empresa alega que as alegações são infundadas e que o plano foi amplamente aceito pela maioria dos credores. "As contestações são minoritárias e não refletem a vontade da maioria qualificada que já aprovou o plano", afirmou a companhia em comunicado.
Impacto no processo judicial
O plano de recuperação extrajudicial do GPA foi protocolado em maio deste ano e prevê o pagamento de aproximadamente R$ 1,8 bilhão em dívidas financeiras com prazos estendidos. A empresa espera que a Justiça de São Paulo homologue o acordo, mas as contestações podem atrasar o processo. Especialistas apontam que, se as objeções forem consideradas procedentes, o GPA pode ter que renegociar termos com os credores dissidentes.
Defesa do plano
O GPA reforçou que o plano foi construído com base em negociações transparentes e que atende aos interesses de todos os credores. "Nosso foco é garantir a sustentabilidade do negócio e a manutenção dos empregos", destacou a empresa. A varejista também informou que já obteve o apoio de mais de 60% dos credores financeiros, percentual suficiente para a aprovação em assembleia.
Próximos passos
Agora, a Justiça analisará as contestações antes de decidir sobre a homologação do plano. O GPA espera que o processo seja concluído até o final do ano, permitindo que a empresa foque em sua recuperação operacional. A varejista enfrenta desafios como a alta alavancagem e a concorrência no setor supermercadista.



