O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que a instituição está fornecendo informações sobre o Pix ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no âmbito de uma investigação que pode resultar em uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita em entrevista à imprensa nesta quarta-feira.
Cooperação com os EUA
Segundo Galípolo, o BC está colaborando ativamente com as autoridades americanas para esclarecer o funcionamento do sistema de pagamentos instantâneos. “Estamos fornecendo todas as informações solicitadas pelo USTR sobre o Pix, dentro dos limites legais e de sigilo”, afirmou o presidente do BC. A investigação norte-americana alega que o Pix, gerido pelo Banco Central, favorece práticas que prejudicam empresas dos Estados Unidos, justificando a imposição de uma tarifa de 25%.
Impacto para o Brasil
Galípolo destacou o impacto negativo que uma eventual tarifa teria para o Brasil. “O Pix é uma referência mundial de inovação financeira e inclusão. Uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros seria um revés para nossa economia e para a imagem do país”, disse. O presidente do BC ressaltou que o sistema é amplamente elogiado internacionalmente e que o Brasil não pratica discriminação contra empresas estrangeiras.
De acordo com dados do BC, o Pix movimentou mais de R$ 10 trilhões em 2025, com mais de 150 milhões de usuários ativos. A investigação do USTR começou após reclamações de empresas de tecnologia americanas sobre supostas barreiras à concorrência no mercado de pagamentos brasileiro.
Próximos passos
Galípolo afirmou que o BC continuará cooperando com as autoridades dos EUA e que espera que a investigação seja concluída sem a imposição de tarifas. “Estamos confiantes de que os esclarecimentos técnicos demonstrarão que o Pix opera de forma transparente e não discrimina empresas americanas”, concluiu.



