O foresight, prática usada para mapear sinais de mudança e construir cenários futuros, vem ganhando espaço na gestão empresarial brasileira. A abordagem, antes restrita a grandes corporações e governos, agora integra discussões sobre estratégia, inovação e gestão de riscos em empresas de diversos portes.
Encontro presencial em São Paulo
Em São Paulo, um encontro presencial de dois dias abordará habilidades para lidar com decisões em ambientes de incerteza. O evento, promovido pela Dino, contará com especialistas nacionais e internacionais. Gleisson Dias, organizador do encontro, destacou a relevância do tema: “O foresight permite que as empresas antecipem tendências e se preparem para cenários adversos, transformando incerteza em vantagem competitiva.”
Ferramenta estratégica
De acordo com Dias, a prática não se limita a prever o futuro, mas sim a explorar múltiplas possibilidades. “Não se trata de adivinhação, mas de um processo sistemático de coleta e análise de informações para apoiar a tomada de decisão.” O foresight utiliza métodos como análise de tendências, cenários prospectivos e backcasting.
Impacto na gestão de riscos
Empresas que adotam o foresight conseguem identificar riscos emergentes com mais antecedência. Um estudo recente mostrou que organizações com práticas de foresight estruturadas têm 30% mais chances de superar crises. A metodologia também auxilia na identificação de oportunidades de inovação, alinhando a estratégia de longo prazo com as demandas do mercado.
Programa do encontro
O evento em São Paulo contará com palestras, workshops e estudos de caso. Os participantes aprenderão a aplicar ferramentas como PESTEL, análise de drivers de mudança e construção de cenários. O foco será em setores como tecnologia, finanças e varejo, mas os conceitos são transversais a qualquer área.
Para Dias, o foresight é uma competência essencial no mundo volátil de hoje. “As empresas precisam desenvolver a capacidade de olhar para o horizonte e agir proativamente, em vez de apenas reagir a crises.”



