Resultados robustos impulsionam revisão de metas
A Ferrari anunciou nesta quinta-feira a elevação de suas metas financeiras para o ano, após apresentar resultados do segundo trimestre impulsionados por uma forte demanda por serviços de personalização. A montadora italiana registrou um aumento de 15% na receita líquida, atingindo 1,5 bilhão de euros, e um lucro líquido de 320 milhões de euros, alta de 18% na comparação anual.
Personalizações como motor de crescimento
Segundo a empresa, o programa de personalização, que permite aos clientes customizar detalhes como cores, interiores e acabamentos, tem sido um diferencial competitivo. “Nossa estratégia de personalização não apenas fortalece o relacionamento com os clientes, mas também agrega valor significativo a cada veículo vendido”, afirmou o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, em comunicado. As entregas de veículos no trimestre ficaram em 3.456 unidades, ligeiramente acima das expectativas do mercado.
Metas elevadas para o ano
Com o desempenho acima do esperado, a Ferrari revisou sua projeção de EBITDA ajustado para o ano fiscal de 2026 para algo entre 2,3 bilhões e 2,4 bilhões de euros, ante a faixa anterior de 2,2 bilhões a 2,3 bilhões. A margem EBITDA também foi revista para cima, refletindo o mix favorável de produtos e o forte uptake de personalizações. A empresa agora espera uma margem de 38% a 39%, contra 37% a 38% previamente.
Impacto no mercado de luxo
O resultado da Ferrari reforça a tendência de resiliência do segmento de luxo, mesmo diante de incertezas econômicas globais. Analistas apontam que a capacidade da marca de extrair valor adicional por meio de customizações é um fator chave para sua rentabilidade superior. “A Ferrari está colhendo os frutos de uma estratégia focada em exclusividade e personalização, o que a protege de pressões de preço e ciclos econômicos adversos”, comentou Andrea Balloni, analista do Mediobanca.
Perspectivas para o segundo semestre
A empresa também destacou a boa performance na Europa e nos Estados Unidos, seus principais mercados. Na China, embora o mercado de luxo tenha desacelerado, a Ferrari manteve demanda estável graças a seu apelo aspiracional. Para o segundo semestre, a montadora planeja lançar novos modelos e expandir o portfólio de opções de personalização, o que deve sustentar o crescimento. As ações da Ferrari subiram 3,2% na Bolsa de Milão após o anúncio.



