A família Birman, controladora do Grupo Azzas, deu um passo decisivo para tentar resolver a crise societária que envolve a companhia. Segundo fontes próximas às negociações, os Birman contrataram o BTG Pactual para atuar como consultor financeiro e buscar uma saída negociada para o impasse com os demais sócios.
Conflito entre sócios
O Grupo Azzas, dono de marcas como Arezzo, Reserva e Hering, enfrenta uma disputa interna entre os Birman e os fundadores da Reserva, Rony Meisler e Fernando Sigal. O atrito começou após a fusão entre Arezzo e Grupo Reserva, em 2022, que criou a Azzas. Desde então, divergências estratégicas e de gestão se intensificaram.
Os Birman detêm cerca de 30% do capital da Azzas, enquanto Meisler e Sigal possuem aproximadamente 15% cada. O restante está pulverizado na bolsa. A crise se agravou nos últimos meses, com rumores de que os fundadores da Reserva estariam insatisfeitos com a condução dos negócios e buscariam uma reestruturação societária.
Papel do BTG
O BTG Pactual foi contratado para avaliar alternativas, que podem incluir a venda de participações, a recompra de ações ou até mesmo a cisão de ativos. O banco já iniciou conversas com os principais acionistas e deve apresentar um relatório nas próximas semanas.
Procurado, o Grupo Azzas não comentou. O BTG também não se manifestou. A expectativa é que a mediação do banco ajude a destravar o impasse e evite uma briga judicial prolongada.
Impacto no mercado
A crise no Grupo Azzas tem gerado volatilidade nas ações da companhia na Bovespa. Investidores acompanham de perto os desdobramentos, temendo que a falta de acordo possa prejudicar a performance da empresa, que é uma das maiores do setor de moda no Brasil.
Analistas apontam que a entrada do BTG pode ser positiva, pois traz um interlocutor experiente em reestruturações societárias. No entanto, alertam que o sucesso da mediação dependerá da disposição das partes em ceder.



