Experiência de compra online patina no Brasil, aponta pesquisa
Experiência de compra online patina no Brasil

A experiência de compra online no Brasil ainda enfrenta desafios significativos, segundo dados recentes da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A pesquisa indica que 63% dos consumidores brasileiros encontram dificuldades durante o processo de checkout, o que impacta diretamente as taxas de conversão e a satisfação do cliente.

Checkout: o principal gargalo

O presidente da ABComm, Mauricio Barbosa, afirmou que "o processo de finalização da compra é o maior gargalo para o e-commerce nacional". Ele destacou que problemas como campos de preenchimento obrigatório excessivos, falta de opções de pagamento e instabilidade no sistema são as reclamações mais comuns. A pesquisa mostra que, em média, as lojas virtuais brasileiras perdem 40% dos pedidos durante o checkout devido a esses entraves.

Logística e prazos de entrega

Além do checkout, a logística é outro ponto crítico. Apenas 35% dos consumidores consideram os prazos de entrega satisfatórios, segundo a ABComm. A região Norte e Nordeste são as mais afetadas, com atrasos frequentes e frete elevado. "A infraestrutura logística brasileira ainda não acompanha o crescimento do e-commerce", completou Barbosa.

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Meios de pagamento e segurança

A pesquisa também apontou que 52% dos entrevistados desistiram de uma compra por falta de opções de pagamento como Pix parcelado ou boleto. A segurança nas transações é uma preocupação para 74% dos consumidores, que evitam sites com processos pouco transparentes. Especialistas sugerem que as empresas invistam em autenticação em duas etapas e certificados SSL para aumentar a confiança.

Impacto no mercado

O resultado dessa insatisfação é a baixa taxa de conversão média do e-commerce brasileiro, estimada em 2,5%, bem abaixo da média global de 4%. "Se as empresas conseguirem melhorar a fluidez do checkout e a logística, poderiam aumentar suas receitas em até 30%", calcula Barbosa. O setor, que movimentou R$ 200 bilhões em 2025, tem potencial de crescimento, mas exige investimentos em tecnologia e parcerias logísticas.

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