Edge Computing ganha espaço nas empresas brasileiras
Edge Computing avança nas empresas

A computação de borda, ou edge computing, está conquistando rapidamente as empresas brasileiras. Um estudo recente da IDC Brasil aponta que 65% das grandes corporações no país já implementaram ou estão em fase de teste dessa tecnologia, que processa dados mais perto de onde são gerados, em vez de enviá-los para a nuvem central.

O que impulsiona a adoção

Segundo o analista da IDC, Ricardo Mendes, “a principal motivação é a redução da latência, essencial para aplicações como IoT e manufatura inteligente”. Além disso, a economia com largura de banda e armazenamento chega a 30% em média, conforme relatório da consultoria.

A adoção é mais intensa nos setores de varejo, logística e indústria. No varejo, lojas físicas utilizam edge para processar pagamentos e recomendações em tempo real, melhorando a experiência do cliente. Na logística, sensores em galpões analisam inventário instantaneamente.

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Desafios na implementação

Apesar dos benefícios, há obstáculos. “A maior dificuldade é a segurança dos dados na borda, já que os dispositivos ficam mais expostos”, afirma Maria Silva, especialista em infraestrutura da consultoria TGT. Outro desafio é a integração com sistemas legados.

  • Investimento inicial em hardware especializado
  • Escassez de profissionais qualificados
  • Gestão de múltiplos dispositivos descentralizados

Perspectivas para o futuro

A expectativa é que o mercado de edge computing no Brasil cresça 25% ao ano até 2029, impulsionado pela expansão do 5G e da Internet das Coisas. Empresas como a Ambev e a Vale já anunciaram projetos-piloto em fábricas inteligentes.

Com o avanço da inteligência artificial, a tendência é que cada vez mais processamento ocorra na ponta, reduzindo a dependência de data centers centrais. Para as empresas que desejam se manter competitivas, adotar edge computing deixou de ser opção e se tornou necessidade estratégica.

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