Copasa e Copel disparam no 1º semestre; qual ação é mais atrativa?
Copasa e Copel disparam no 1º semestre; qual é mais atrativa?

A Copasa (CSMG3) e a Copel (CPLE3), duas grandes empresas de utilities que passaram recentemente por processos de privatização, acumularam altas expressivas no primeiro semestre de 2026. A Copasa, que concluiu sua privatização ainda neste semestre, registrou avanço de 39,47% no período. Já a Copel, privatizada em 2023, teve alta de 27,94% nos mesmos seis meses.

Privatização como motor de valorização

De acordo com analistas do Banco Safra, a privatização da Copasa criou condições mais favoráveis para destravar valor ao longo do tempo, com ganhos potenciais de até 60% na redução de custos e queda da inadimplência. Já o desempenho da Copel, segundo o JPMorgan, foi impulsionado pelo leilão de reserva de capacidade realizado em março, que evidenciou o equilíbrio da companhia na alocação de riscos e destravou valor relevante.

Comparação de atratividade

Para Pedro Galdi, analista do AGF, ambas as ações são opções para carteiras previdenciárias, com bom histórico de pagamento de dividendos. No entanto, ele ressalta que é preciso avaliar o momento do preço. A Copasa, após forte alta, tem dividend yield anual de 3,3% e P/VPA de 2,59x, indicando preço esticado. Já a Copel negocia a P/VPA de 1,87x e dividend yield de 5%, mas Galdi considera o retorno ainda abaixo de 6% pouco atrativo.

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Bernardo Viero, analista da Suno Research, afirma que as expectativas com as privatizações anteciparam grandes valorizações, mas os preços andaram antes da melhora real da lucratividade. Ainda assim, não descarta crescimento relevante nos próximos cinco anos, embora o investidor precise pagar preços de negócios mais eficientes antes da melhora concreta.

Recomendações do mercado

Dos 16 analistas que cobrem a Copel (CPLE3), 15 recomendam compra e 1 manutenção. Para a Copasa (CSMG3), de 11 analistas, 8 recomendam compra e 3 são neutros. O Bradesco BBI elevou a recomendação da Copasa de neutra para outperform, citando crescimento de lucro por ação (EPS) estimado em CAGR de 13% entre 2026 e 2033, potencial de alta em dividendos com cortes de custos e aceleração de investimentos para universalização do saneamento em Minas Gerais até 2033. O banco projeta redução de 40% nas despesas operacionais em quatro anos e WACC em queda gradual para cerca de 7,5% até 2037.

O Safra manteve recomendação de compra para a Copel, destacando a aprovação pela Aneel dos resultados finais da revisão tarifária da Copel Distribuição, além do leilão de capacidade de reserva e do portfólio de ativos de transmissão.

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