CEO da Magnum quer transformar sorvete em snack diário no Brasil
CEO da Magnum quer sorvete como snack diário no Brasil

Teo Figueiredo, CEO da Magnum Ice Cream Company no Brasil, tem um objetivo claro: convencer o brasileiro a consumir mais sorvetes industrializados. Atualmente, o consumo per capita no país é de apenas 3 litros por ano, muito abaixo dos 16 litros registrados nos Estados Unidos. Para Figueiredo, o sorvete pode ser visto como um snack diário, e não apenas uma sobremesa ocasional.

Estratégia de crescimento e expansão

A Magnum Ice Cream Company, que se separou da Unilever, planeja expandir sua presença no Brasil, um mercado considerado prioritário devido ao baixo consumo atual e ao enorme potencial de crescimento. A empresa pretende ampliar seu portfólio e investir em opções que se encaixem na rotina dos consumidores, como o picolé Frutare, que tem baixa caloria.

Figueiredo não teme a popularização de canetas emagrecedoras e outros produtos que podem reduzir o consumo de doces. Ele acredita que o sorvete pode ser integrado a uma alimentação equilibrada, especialmente com opções mais leves.

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Desafios e concorrência

O mercado brasileiro de sorvetes enfrenta concorrência de sorveterias premium e de mudanças nos hábitos alimentares, com consumidores cada vez mais preocupados com a saúde. No entanto, a Magnum aposta na inovação e na conveniência para conquistar novos públicos. “O sorvete é a salada dos snacks”, brinca Figueiredo, destacando que o produto pode ser consumido em qualquer momento do dia.

A empresa também pretende fortalecer sua presença em canais de venda como supermercados e lojas de conveniência, além de investir em marketing digital para alcançar os jovens.

Potencial do mercado brasileiro

Com 3 litros por habitante ao ano, o Brasil está muito atrás de países como EUA (16 litros) e Nova Zelândia (28 litros). Figueiredo vê espaço para crescimento, especialmente em regiões mais quentes e entre consumidores de alta renda. A Magnum planeja lançar novos sabores e formatos, além de promover o consumo em ocasiões como café da manhã e lanches.

“Queremos que o brasileiro veja o sorvete como uma opção prática e saborosa para o dia a dia”, afirma o CEO. A empresa também estuda parcerias com aplicativos de entrega para facilitar o acesso.

Impacto na indústria

Se a estratégia der certo, a Magnum pode impulsionar todo o setor de sorvetes industrializados no Brasil, que movimenta bilhões de reais por ano. O aumento no consumo per capita para 5 ou 6 litros já representaria um salto significativo, gerando mais empregos e investimentos.

Figueiredo conclui: “O Brasil tem clima, cultura e paixão por doces. Nosso desafio é mostrar que o sorvete cabe em qualquer estilo de vida.”

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