BMW oferece demissão voluntária a 40 mil funcionários na Alemanha
BMW oferece demissão voluntária a 40 mil na Alemanha

A montadora BMW vai oferecer a quase metade de seus funcionários na Alemanha a possibilidade de aderir a um plano de desligamento voluntário, como parte de uma estratégia para reduzir cerca de 8 mil postos de trabalho até o fim de 2027. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (29) por uma fonte da empresa à AFP.

Programa atinge 40 mil trabalhadores administrativos

Cerca de 40 mil dos 85 mil empregados da BMW no país receberão, a partir de outubro, uma proposta de adesão ao programa. A medida, no entanto, não afetará os trabalhadores das linhas de produção. A fonte interna destacou que a oferta será direcionada exclusivamente aos funcionários alemães que ocupam cargos administrativos.

“A força de trabalho será reduzida em aproximadamente 8 mil pessoas até o fim de 2027”, afirmou à AFP uma fonte da BMW com conhecimento do plano. A montadora emprega cerca de 154 mil pessoas em todo o mundo.

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Negociações e contexto de crise

As negociações entre a diretoria da empresa e o conselho de trabalhadores duraram cerca de seis semanas antes da definição do programa. A iniciativa evidencia a crise enfrentada pela indústria automotiva alemã, especialmente diante da crescente concorrência das fabricantes chinesas no segmento de veículos elétricos.

Pressionadas por margens menores na venda de carros elétricos, pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pela forte concorrência chinesa, as montadoras alemãs vêm buscando reduzir custos. A Volkswagen avalia cortar até 100 mil empregos em suas dez marcas, enquanto a Mercedes-Benz também mantém um programa próprio de desligamentos voluntários.

Desempenho da BMW na China

Até recentemente, a BMW era vista como a fabricante alemã que melhor havia enfrentado esse cenário adverso. A empresa optou desde o início por manter em sua gama modelos equipados com motores a gasolina e diesel, estratégia que evitou mudanças mais drásticas em seu portfólio ao mesmo tempo em que ampliava as vendas de veículos elétricos.

No entanto, no mês passado, a montadora surpreendeu o mercado ao revisar suas projeções de lucro, afirmando que os negócios na China estavam apresentando desempenho ainda pior do que o esperado, em meio à intensa concorrência e à desaceleração da economia do país. As entregas de veículos da BMW na China já haviam atingido, no ano passado, o menor nível desde 2017 e recuaram 30% na comparação anual nos três meses encerrados em junho.

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