Ataques com imagens, vozes e identidades falsas crescem 126%, diz ANPD
Ataques com falsas identidades crescem 126%, diz ANPD

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) divulgou um relatório que aponta um aumento de 126% nos ataques cibernéticos que utilizam imagens, vozes e identidades falsas no Brasil. O crescimento alarmante foi registrado entre janeiro e junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a entidade.

Detalhes do Relatório

O documento, intitulado "Panorama de Ameaças Digitais 2026", analisa dados coletados por órgãos de segurança cibernética e empresas privadas. De acordo com a ANPD, os ataques envolvem técnicas de deepfake e engenharia social para enganar vítimas, resultando em fraudes financeiras e vazamento de dados pessoais. O setor mais afetado foi o financeiro, com 40% dos incidentes, seguido pelo setor de saúde e tecnologia.

Principais Técnicas Utilizadas

Entre as táticas mais comuns estão a clonagem de voz por inteligência artificial, a criação de vídeos falsos de executivos e a falsificação de documentos de identidade. A ANPD destacou que a sofisticação desses ataques aumentou, tornando mais difícil para as vítimas identificarem a fraude. "Infelizmente, a tecnologia de deepfake está cada vez mais acessível, o que eleva o risco para todos os cidadãos", afirmou o diretor da ANPD, em comunicado.

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Impacto na Segurança Digital

O aumento de 126% representa uma ameaça significativa para a privacidade e a segurança digital dos brasileiros. A ANPD recomenda que empresas e indivíduos adotem medidas de verificação multifatorial e educação digital. Além disso, a autoridade está trabalhando em parceria com plataformas de redes sociais para remover conteúdos fraudulentos. O relatório também aponta que as perdas financeiras estimadas com esses ataques ultrapassam R$ 500 milhões no período.

Recomendações da ANPD

A ANPD orienta que os usuários desconfiem de solicitações urgentes por e-mail ou telefone que peçam dados pessoais ou transferências financeiras. Também recomenda o uso de senhas fortes e a ativação de autenticação em dois fatores. Para empresas, a sugestão é treinar funcionários para identificar sinais de ataques de engenharia social e implementar sistemas de detecção de deepfake.

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