Estudo: apenas 14% das empresas adotam IA avançada na cadeia de suprimentos
Apenas 14% adotam IA avançada na supply chain

Um estudo recente conduzido pela Live University em parceria com o Inbrasc revela que apenas 14% das empresas do setor de supply chain utilizam inteligência artificial avançada em suas operações. O dado, extraído de uma amostra de companhias que atuam na produção, transporte e entrega de mercadorias, indica que a maioria ainda está em estágios iniciais na extração de valor dos dados disponíveis.

Cenário atual da IA na cadeia de suprimentos

Segundo a pesquisa, o setor como um todo ainda engatinha no aproveitamento dos dados gerados ao longo da cadeia logística. Apesar do aumento no volume de informações coletadas por sensores, sistemas de rastreamento e plataformas de gestão, a transformação desses dados em insights acionáveis continua sendo um desafio. Apenas uma em cada sete empresas consegue implementar soluções de IA avançada, como machine learning e agentes autônomos, para prever demandas, otimizar rotas ou antecipar falhas.

O estudo da Live University/Inbrasc aponta que a falta de integração entre sistemas e a carência de profissionais qualificados são os principais gargalos. Muitas organizações ainda dependem de planilhas e processos manuais, o que limita a capacidade de escalar o uso de inteligência artificial.

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Case Prestex: agentes de IA na rastreabilidade preditiva

Um exemplo concreto do potencial da IA na logística é o case da Prestex, empresa especializada em logística ultraexpressa B2B. A companhia implementou agentes de inteligência artificial para aprimorar a rastreabilidade preditiva de suas entregas. Com a tecnologia, a Prestex consegue antecipar possíveis atrasos, desvios de rota e problemas operacionais antes que eles impactem o cliente final.

Os agentes de IA analisam em tempo real dados de GPS, condições climáticas, trânsito e histórico de entregas para gerar alertas e recomendações automáticas. Isso permite que a empresa tome decisões proativas, como redirecionar uma carga ou ajustar prazos de entrega, aumentando a eficiência e a satisfação dos clientes.

O impacto real observado inclui redução de atrasos em até 30% e melhoria na taxa de entregas no prazo, conforme dados operacionais da Prestex. O caso ilustra como a IA avançada pode transformar a logística, mesmo em um setor que ainda está nos primórdios da transformação digital.

Desafios e oportunidades para o setor

Apesar do baixo índice de adoção, a pesquisa indica que 62% das empresas planejam investir em IA nos próximos dois anos. Esse movimento é impulsionado pela necessidade de maior eficiência operacional e pela pressão competitiva. À medida que mais companhias perceberem o valor da IA preditiva, a tendência é que a taxa de adoção acelere.

Para superar os obstáculos atuais, especialistas recomendam a capacitação de equipes, a escolha de plataformas integradas e o início com projetos-piloto focados em problemas específicos, como a rastreabilidade ou a previsão de demanda. O case da Prestex demonstra que, mesmo com recursos limitados, é possível obter ganhos significativos.

O estudo completo da Live University/Inbrasc está disponível para consulta, oferecendo um panorama detalhado das barreiras e oportunidades para a IA na cadeia de suprimentos brasileira.

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