A Ambev (ABEV3) reportou lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), representando um avanço de 24,5% em relação ao mesmo período de 2025, conforme balanço divulgado na madrugada desta quinta-feira (30). O lucro líquido ajustado, por sua vez, aumentou 23,3%, passando de R$ 2,832 bilhões no 2T25 para R$ 3,492 bilhões no 2T26, impulsionado principalmente pelo crescimento do EBITDA e por menores despesas financeiras líquidas.
Receita e volumes em alta
A receita líquida da companhia cresceu organicamente 6,1%, totalizando R$ 20,149 bilhões. Já os volumes vendidos avançaram 1,4% na mesma base orgânica, indicando uma demanda resiliente mesmo em um cenário macroeconômico desafiador. O desempenho foi atribuído à recuperação gradual do consumo e a ganhos de participação de mercado em algumas categorias.
EBITDA e margens
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado atingiu R$ 6,377 bilhões, alta de 3,6% na comparação anual. A margem EBITDA ajustada passou de 30,6% no 2T25 para 31,6% no 2T26, refletindo ganhos de eficiência operacional e controle de custos. O lucro bruto somou R$ 10,449 bilhões, crescimento de 4% ano a ano, com margem bruta de 51,9% - elevação de 1,9 ponto percentual em relação ao 2T25.
Resultado financeiro e proventos
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 486,1 milhões, uma melhora significativa de R$ 487,9 milhões ante o mesmo trimestre de 2025, beneficiado pela queda das despesas financeiras. O conselho de administração aprovou o pagamento da terceira e última parcela de juros sobre capital próprio (JCP) referente à declaração de dezembro de 2025, totalizando cerca de R$ 1,9 bilhão, a ser pago em 6 de outubro de 2026. Além disso, a Ambev anunciou nova distribuição de JCP de aproximadamente R$ 1,10 bilhão, equivalentes a R$ 0,0713 por ação, com pagamento previsto até dezembro de 2026.
Os números reforçam a solidez financeira da Ambev, que continua gerando caixa e remunerando seus acionistas de forma consistente. A companhia, controlada pelo grupo belga AB InBev, mantém sua liderança no mercado brasileiro de bebidas, com marcas como Skol, Brahma e Antarctica. Os resultados do 2T26 superaram as expectativas de analistas consultados pela Reuters, que projetavam lucro líquido de cerca de R$ 3,3 bilhões.



