A demanda por alimentos frescos no novo serviço de entrega em até 15 minutos da Amazon no Brasil superou as expectativas da empresa, que já ampliou em 15% o sortimento de produtos nessa categoria no país. A informação foi dada à Reuters pela diretora de shopping experience da Amazon Brasil, Fernanda Grumach.
Amazon Now chega ao Brasil com foco em frescos
O Amazon Now, lançado nos Estados Unidos no ano passado com promessa de entregas em até 30 minutos, chegou ao Brasil em março, inicialmente em áreas selecionadas de oito cidades. A operação vem se expandindo, incluindo Osasco, na região metropolitana de São Paulo. No Brasil, o serviço marca a estreia da Amazon no segmento de alimentos frescos e congelados, um mercado que a empresa considera prioritário.
“A gente está bem surpreso positivamente com a aceitação de produtos frescos, que ainda não vendíamos”, afirmou Grumach. Segundo ela, desde o lançamento, a Amazon ampliou em 15% o sortimento de produtos disponíveis no Amazon Now, com crescimento significativo na oferta de frutas, legumes e verduras. A empresa não divulgou detalhes adicionais sobre vendas.
Competição e parcerias no mercado brasileiro
No Brasil, a Amazon já disputa mercado com Mercado Livre e Shopee, e pode enfrentar concorrência do iFood, que domina a entrega de refeições. Tanto no Brasil quanto no México, a Amazon firmou parceria com o aplicativo colombiano Rappi para o Amazon Now, compartilhando hubs logísticos.
A Copa do Mundo impulsionou a demanda por itens como figurinhas, petiscos e bebidas, disse Grumach em entrevista antes da eliminação do Brasil para a Noruega no domingo. Ela destacou que não existe um manual global único para o Amazon Now, pois os fatores que impulsionam a demanda variam de lugar para lugar.
Exemplo do México e perspectivas
“Por exemplo, o México abriu a Copa do Mundo, então a gente ficou muito de olho em como era a demanda de Amazon Now lá, para falar ‘Vamos estar preparados aqui’”, explicou Grumach. A Amazon lançou o serviço no México no final do ano passado e, assim como no Brasil, a empresa observa tendências para adaptar a operação.
A executiva não forneceu projeções para o Brasil, mas afirmou que a empresa segue monitorando o comportamento do consumidor local para ajustar a oferta de produtos e a cobertura do serviço.



