Mutirão do ICMBio em Noronha para capturar caramujo-africano
ICMBio faz mutirão contra caramujo-africano em Noronha

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realiza na quinta-feira (9) um mutirão para capturar o caramujo-africano (Achatina fulica) em Fernando de Noronha. A espécie invasora representa ameaças ao meio ambiente e à saúde pública. A concentração dos voluntários será às 19h, em frente à Biblioteca Heleno Armando, na Vila do Trinta. Os organizadores recomendam que os participantes usem calça comprida, sapato fechado e, se possível, levem uma lanterna.

Riscos do caramujo-africano

Segundo especialistas, o caramujo-africano pode transmitir aos seres humanos o parasita Angiostrongylus cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica, uma forma grave de meningite eosinofílica. Além dos riscos à saúde, a espécie causa impactos ambientais significativos. O caramujo é herbívoro e se alimenta de mais de 500 espécies de plantas, podendo destruir hortas e outras áreas de vegetação nativa.

Como o caramujo chegou à ilha

Pesquisadores acreditam que o Achatina fulica chegou a Fernando de Noronha junto com materiais de construção. A orientação para os moradores é informar à Vigilância Sanitária sobre locais com obras ou construções, para que as áreas possam ser vistoriadas e medidas de controle sejam adotadas.

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O que fazer ao encontrar um caramujo-africano

Quem encontrar um caramujo-africano no quintal ou em qualquer outra área da ilha deve entrar em contato com a Vigilância Sanitária pelo telefone (81) 99488-4366 para receber orientações sobre o manejo correto da espécie. De acordo com o ICMBio, a colaboração dos moradores é fundamental para fortalecer as ações de controle do caramujo-africano e contribuir para a preservação da biodiversidade de Fernando de Noronha.

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