O Wellhub (ex-Gympass) planeja levar a companhia para a bolsa norte-americana até o início de 2027, segundo fontes ouvidas pela Coluna. A empresa busca reforçar seu posicionamento como marca global, já que cerca de 60% da receita vem de operações fora do Brasil.
Expectativa de IPO ganha força
A expectativa de uma abertura de capital ganhou força na semana passada, quando o SoftBank afirmou, sem citar nomes, que 15 empresas de seu portfólio estão prontas para uma oferta pública inicial de ações (IPO). Fontes do mercado apontam o Wellhub como uma das companhias desse grupo. Segundo o SoftBank, algumas dessas empresas já realizam reuniões com investidores e pretendem buscar listagem em bolsas de Nova York.
Wellhub não confirma cronograma
Por outro lado, o presidente do Wellhub no Brasil, Ricardo Guerra, afirma que a possibilidade de abrir capital é avaliada, mas que não há um cronograma definido porque, neste momento, a empresa não precisa de recursos para financiar sua expansão. Segundo Guerra, a companhia já possui processos internos, auditorias e controles compatíveis com os de uma empresa listada.
Presença global e clientes
Hoje, o Wellhub está presente em 18 países, atende mais de 50 mil clientes corporativos e reúne uma rede de mais de 100 mil academias e parceiros de bem-estar. Para um diretor de banco estrangeiro, a relevância das receitas fora do Brasil aumenta as chances de sucesso de um IPO da empresa. Outro interlocutor, porém, afirma que a companhia ainda precisaria ganhar mais musculatura antes de avançar oficialmente com a operação.
Histórico de captações
O histórico recente de captações ajuda a explicar a avaliação da companhia de que não precisa levantar recursos neste momento. Desde que se tornou unicórnio, em 2019, quando alcançou uma avaliação de US$ 1,1 bilhão em uma rodada liderada pelo SoftBank, o Wellhub levantou US$ 555 milhões em seis rodadas de investimento. A última delas ocorreu em agosto de 2023, quando a empresa captou US$ 85 milhões em uma Série F liderada pela EQT Growth, elevando sua avaliação para US$ 2,4 bilhões. Na ocasião, a empresa informou crescimento de 80% na base de clientes corporativos, para mais de 15 mil empresas.



