Aégea aprova aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões para reduzir endividamento
Aégea aprova aumento de capital de até R$ 2,1 bi

A Aégea, empresa de saneamento, aprovou em assembleia geral extraordinária um aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões, por meio da emissão de novas ações. A operação tem como principal objetivo acelerar o processo de desalavancagem financeira da companhia.

Detalhes da operação

O aumento de capital será realizado mediante a emissão de até 100 milhões de novas ações ordinárias, ao preço de R$ 21 por ação. Os recursos captados serão destinados integralmente ao pagamento de dívidas e à redução do endividamento líquido, que era de aproximadamente R$ 5 bilhões ao final do primeiro semestre de 2026, representando uma alavancagem de 3,5 vezes o EBITDA.

Segundo comunicado oficial da empresa, a operação foi aprovada por unanimidade pelos acionistas presentes na assembleia. O diretor financeiro da Aégea, Carlos Mendes, afirmou: "Estamos comprometidos em reduzir nossa alavancagem para níveis mais confortáveis, e este aumento de capital é um passo importante nessa direção. Acreditamos que, com essa injeção de recursos, poderemos fortalecer nosso balanço e retomar o crescimento sustentável."

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Impacto para os acionistas

A emissão de novas ações implicará diluição para os atuais acionistas. No entanto, a empresa destacou que a melhora na estrutura de capital deve gerar valor no médio e longo prazo, com redução das despesas financeiras e maior capacidade de investimento. O preço de emissão de R$ 21 por ação representa um desconto de cerca de 10% em relação à cotação média dos últimos 30 dias, o que busca atrair investidores.

A Aégea também informou que os novos papéis terão direito a dividendos a partir do exercício de 2027. A operação deve ser concluída até o final de agosto, após o período de exercício do direito de preferência pelos acionistas atuais.

Contexto do setor

O setor de saneamento no Brasil vive um momento de consolidação e busca por eficiência. A Aégea, que atua em diversos estados, tem enfrentado desafios com a alta taxa de juros e a necessidade de investimentos em infraestrutura. A desalavancagem é vista como prioridade para garantir acesso a crédito mais barato e manter a disciplina financeira.

Analistas do mercado financeiro receberam bem a notícia. Segundo relatório do banco XP, a operação "deve reduzir a alavancagem da Aégea para cerca de 2,5 vezes o EBITDA, ampliando o espaço para novos investimentos sem comprometer o rating de crédito". A expectativa é que a empresa anuncie em breve novos projetos de expansão em áreas de concessão.

Próximos passos

Com o aumento de capital, a Aégea pretende não apenas reduzir o endividamento, mas também melhorar sua classificação de risco perante as agências de rating. A empresa já iniciou conversas com bancos para renegociar dívidas existentes e alongar o perfil de vencimentos. O CFO Mendes concluiu: "Nosso foco agora é executar a estratégia com disciplina e transparência, garantindo que a empresa saia mais forte deste ciclo."

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