Petrobras lidera alta de ações com petróleo subindo 8% após Trump bloquear Estreito de Ormuz
Ações de petroleiras disparam com petróleo em alta de 8%

As ações das petroleiras avançam com força na Bolsa nesta segunda-feira (13), impulsionadas pela forte valorização do petróleo no mercado internacional, que superou 8%. O movimento ocorre logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retomar o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, elevando as tensões geopolíticas.

Petrobras lidera altas entre as petroleiras

A Petrobras registra a alta mais expressiva do setor. Por volta das 16h10, a ação PETR3 subia 3,64%, enquanto a PETR4 avançava 2,80%. A PRIO (PRIO3) também manteve alta acima dos 3%, com 3,08%. Já a PetroRecôncavo (RECV3) teve alta mais moderada, de +0,68%. Por outro lado, a Brava Energia (BRAV3) recuou 0,32%.

Petróleo dispara com bloqueio e ataques

Os preços do petróleo dispararam após o anúncio de Trump. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram mais de 9%, ultrapassando os US$ 77. Já os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançaram 9,16%, para mais de US$ 83 por barril por volta das 16h30.

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O petróleo Brent sobe mais de 8% com a escalada de tensões no Estreito de Ormuz. O Irã intensificou ataques a bases dos EUA no Golfo, enquanto a Opep mantém previsões para alta da oferta de petróleo fora da Opep+ em 2026 e 2027, projetando um aumento de 600 mil bpd na oferta de petróleo fora do grupo para 2027.

Tensões militares e fim do cessar-fogo

Mais cedo, forças dos EUA e do Irã trocaram ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana e na segunda-feira. Teerã atacou instalações dos EUA no Golfo e afirmou ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, o que fez os preços do petróleo subirem.

A Guarda Revolucionária do Irã informou na segunda-feira que havia atacado instalações militares dos EUA no Barein e no Kuweit, destruído sistemas de radar em Omã e atingido tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta aos ataques dos EUA.

As Forças Armadas dos EUA disseram ter atacado, no domingo, sistemas de defesa aérea iranianos, estações de radar costeiras, capacidades de mísseis e drones e pequenas embarcações, utilizando aeronaves, navios de guerra e drones. Essas trocas representaram uma escalada no ritmo e no alcance geográfico dos ataques ocorridos na última semana, colocando em dúvida um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado no mês passado, para reabrir o estreito e pôr fim à guerra após mais 60 dias de negociações.

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