Dólar sobe a R$ 5,19 com dados de emprego dos EUA abaixo do esperado
Dólar sobe a R$ 5,19 com dados de emprego dos EUA

O dólar opera em alta frente ao real e à maioria das moedas internacionais nesta quarta-feira (1º), enquanto investidores avaliam novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e reajustam as expectativas para a política monetária do Federal Reserve (Fed). A divulgação dos indicadores orienta os mercados quanto aos próximos passos dos juros na maior economia do mundo.

Cotação do dólar hoje

Às 9h27, o dólar à vista subia 0,53%, cotado a R$ 5,191 na venda. O dólar futuro para agosto — que se tornou o mais líquido do mercado brasileiro — avançava 0,57% na B3, a R$ 5,230. O dólar comercial era negociado a R$ 5,190 para compra e R$ 5,191 para venda.

Impacto dos dados de emprego dos EUA

O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas missões planejadas indicou condições favoráveis no mercado de trabalho no mês passado. A economia norte-americana abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado em junho, após 122.000 em maio (dado não revisado), segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters previam a abertura de 118.000 vagas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e é divulgado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será publicado na quinta-feira. A ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa oficial sobre o número de empregos no setor privado.

Atenção ao Fed e política monetária

O mercado também acompanhará os comentários do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no painel de política monetária do Fórum de Sintra, em meio ao aumento das apostas em taxas de juros mais altas. Por aqui, investidores repercutem nova pesquisa eleitoral que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem de 6,5 pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.

Com Reuters.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar