Dólar é principal risco no 2º semestre, diz economista-chefe da Ágora
Dólar é principal risco no 2º semestre, diz Ágora (20.07.2026)

O economista-chefe da Ágora, Dalton Gardimam, afirmou que o dólar se impõe como o principal risco para o segundo semestre de 2025, superando questões fiscais e eleitorais. Em meio a juros elevados no Brasil e incertezas nos Estados Unidos, a moeda americana tende a se sobrepor aos demais fatores de preocupação.

Ibovespa fecha em queda com exterior instável

O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (20) em baixa de 0,2%, aos 173.371,35 pontos, com giro financeiro de R$ 16 bilhões. O índice oscilou entre os campos positivo e negativo ao longo do dia, influenciado por sinais de mediação no conflito entre Estados Unidos e Irã e pela recuperação parcial dos mercados internacionais.

Segundo Jose Áureo Viana, planejador financeiro e MBA em Finanças pela B7 Business School, o índice perdeu força no decorrer do pregão e passou a oscilar próximo da estabilidade. O mercado também monitorou o Boletim Focus, que reduziu a mediana para o IPCA de 2026 de 5,16% para 5,15% – ainda 0,65 ponto porcentual acima do teto da meta de 4,50%. Já a mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 14% pela quarta semana consecutiva.

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Petróleo sobe e Petrobras acompanha

No exterior, os preços do petróleo fecharam em alta. O WTI para setembro subiu 0,85%, a US$ 82,48 por barril, enquanto o Brent para setembro avançou 1,27%, a US$ 89,22 por barril. Com isso, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) encerraram com ganhos de 0,68% nas ordinárias e 0,61% nas preferenciais.

Em Nova York, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,19%, 0,59% e 0,05%, respectivamente. A semana será marcada pela divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet, Tesla e Intel. Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, destacou que “permanece a preocupação dos investidores com a capacidade das grandes empresas de tecnologia sustentarem o elevado ritmo de investimentos em infraestrutura para inteligência artificial”.

Dólar recua com alívio externo

No mercado de câmbio, o dólar fechou em baixa de 0,42%, cotado a R$ 5,0896. Segundo Praça, “a moeda brasileira é favorecida pela redução parcial da aversão ao risco, pela perspectiva de negociações diplomáticas no Oriente Médio e pelo diferencial ainda elevado de juros entre Brasil e Estados Unidos”.

Maiores altas do Ibovespa

As três ações que mais valorizaram no dia foram Brava Energia (BRAV3), Embraer (EMBJ3) e Hapvida (HAPV3).

Brava Energia (BRAV3): alta de 2,1%, a R$ 19,98, em linha com a valorização do petróleo. No mês, sobe 3,52%; no ano, acumula ganho de 19,35%.

Embraer (EMBJ3): valorização de 1,88%, a R$ 83,29, impulsionada pela notícia de que a Eve Air Mobility, da empresa, assinou carta de intenções com a Moov para potencial compra de até 30 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs). No mês, alta de 1,76%; no ano, desvalorização de 5,7%.

Hapvida (HAPV3): subiu 1,49%, a R$ 11,55, estendendo os ganhos da sessão anterior (3,93%). No mês, alta de 13,12%; no ano, desvalorização de 21,59%.

Maiores quedas do Ibovespa

As três ações que mais desvalorizaram foram Yduqs (YDUQ3), Assaí (ASAI3) e Braskem (BRKM5).

Yduqs (YDUQ3): queda de 5,11%, a R$ 8,17, pressionada pela alta dos juros futuros médios e longos. No mês, baixa de 8%; no ano, desvalorização de 32,87%.

Assaí (ASAI3): recuo de 4,24%, a R$ 8,14. No mês, queda de 6,86%; no ano, valorização de 13,06%.

Braskem (BRKM5): baixa de 4,04%, a R$ 5,94. No mês, queda de 6,6%; no ano, desvalorização de 24,71%.

Com informações da Broadcast.

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