O dólar voltou a se fortalecer globalmente, impulsionado por tensões geopolíticas e temores renovados de inflação. O Ibovespa intensificou perdas após o anúncio de Donald Trump de restabelecer o bloqueio naval ao Irã, elevando os preços do petróleo e pressionando ativos de risco. O Bitcoin também caiu, refletindo o ambiente de aversão ao risco.
Trump retoma bloqueio ao Irã e petróleo dispara
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a retomada do bloqueio naval ao Irã, incluindo a cobrança de 20% sobre cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz. O Irã rejeitou a medida e ameaçou retaliação militar. O tráfego em Ormuz caiu ao menor nível em dois meses, elevando o preço do petróleo e renovando preocupações inflacionárias.
Ibovespa cai, mas ações de energia sobem
O Ibovespa ampliou as perdas, mas ações do setor de energia se destacaram. Bancos elevaram apostas em Vibra e Ultrapar, citando margens acima do esperado. O JPMorgan reiterou preferência por Suzano (SUZB3), apesar dos riscos climáticos do El Niño. O Goldman Sachs vê fim gradual da dependência de Ormuz com expansão de oleodutos.
Bitcoin e bolsas dos EUA pressionadas
O Bitcoin caiu com a alta do petróleo e o temor de inflação persistente. Nos EUA, o Nasdaq e o S&P 500 perderam força, impactados por balanços e pela guerra comercial. A ação da SK Hynix despencou na estreia da Nasdaq, em meio a realizações de lucros.
Onde investir: renda fixa e ajustes de portfólio
Com a volatilidade, especialistas recomendam ajustes no portfólio para o segundo semestre. A XP mantém otimismo com o PIB e prevê dólar a R$ 5,00. Na renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs continuam atrativos. O Tesouro pode intervir nos títulos IPCA+8%, afetando investidores.
Greve dos caminhoneiros e impacto político
Uma greve de caminhoneiros foi anunciada, gerando incertezas sobre abastecimento e inflação. No cenário político, o presidente da Câmara, Motta, recebeu 43% das emendas de liderança sem transparência. O STF bloqueou R$ 6,15 milhões em bens de Eduardo Cunha.
Segundo o Bradesco BBI, a temporada de balanços do segundo trimestre pode reforçar a aposta na Bolsa brasileira, considerada barata. O mercado aguarda os próximos passos da política externa dos EUA e seus desdobramentos sobre o câmbio e a inflação.



