O dólar à vista operava em queda de 0,15% nesta quinta-feira, cotado a R$5,100, influenciado pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter as taxas de juros e pelos dados de desemprego estáveis no Brasil. O dólar futuro para agosto, o mais negociado na B3, caía 0,37%, a R$5,102. A moeda norte-americana também recuava ante outras divisas no exterior, com investidores monitorando o conflito no Oriente Médio.
Cenário externo e decisão do Fed
O Fed manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, decisão que pode intensificar dúvidas sobre como o chair do banco central, Kevin Warsh, cumprirá sua promessa de reduzir a inflação dos EUA à meta de 2%. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade de manutenção das taxas em setembro subiu para 30%, ante 24% antes da reunião. A expectativa de cortes foi adiada, pressionando o dólar no mercado global.
Dados de emprego no Brasil
No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 5,4% nos três meses até junho, segundo pesquisa do IBGE. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters também apontava 5,4%. O dado reforça a resiliência do mercado de trabalho brasileiro, em meio a um cenário de juros elevados. A combinação de juros estáveis nos EUA e emprego sólido no Brasil contribui para a atratividade do real frente ao dólar.
Agenda política e próximos eventos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, cumpre agenda no Mato Grosso do Sul, com almoço com lideranças locais e encontro com representantes do setor produtivo, além de palestra. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa às 18h30 do podcast Inteligência LTDA. A agenda política e econômica doméstica segue como foco para investidores, que monitoram possíveis sinais sobre a política fiscal e reformas.
Com Reuters



