Home Equity no Brasil: concessões recordes de R$ 3,166 bi no 1º tri de 2026
Home Equity: recorde de R$ 3,166 bi no 1º tri de 2026

O mercado de crédito no Brasil iniciou 2026 em forte expansão para o empréstimo com garantia de imóvel, o Home Equity. No primeiro trimestre, as concessões somaram R$ 3,166 bilhões, recorde histórico da série da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), iniciada em 2018. O valor representa alta de 25,83% na comparação com o mesmo período de 2025.

Cenário econômico impulsiona busca por alternativa mais barata

O crescimento ocorre em meio a juros altos nas linhas tradicionais. Com projeções de queda mais lenta da Selic, o consumidor encontra no Home Equity uma estrutura financeira mais saudável. Sthefanny Martins, especialista em empréstimo com garantia de imóvel do Bari, afirma: "Durante os últimos anos, o home equity tem crescido no Brasil, impulsionado pelo aumento das taxas de juros em outras linhas de crédito e pela busca por alternativas mais sustentáveis de endividamento. Ainda assim, o produto representa uma fatia pequena do mercado quando comparado a países mais desenvolvidos, mas com um bom espaço para expansão."

Marco das Garantias desburocratiza o setor

Um dos catalisadores do recorde é o Marco das Garantias, regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida permite que um mesmo imóvel seja usado em mais de uma operação de crédito, ampliando a flexibilidade. Na prática, o cliente dá um imóvel quitado (ou financiado) como garantia, reduzindo o risco de inadimplência para o credor. Isso possibilita liberar até 60% do valor de avaliação da propriedade, com prazos de até 20 anos.

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Como funciona o Home Equity

O cliente utiliza um imóvel residencial ou comercial como garantia, continuando a usar o bem normalmente. O banco libera recursos proporcionais ao valor avaliado. A modalidade se destaca por três pilares: taxas de juros reduzidas, prazos de pagamento estendidos (até 20 anos) e valores de crédito elevados (até 60% do valor do imóvel).

Critérios de aceitação e avaliação

A contratação exige critérios rigorosos. A propriedade passa por auditoria técnica e legal baseada em documentação jurídica, localização e estado físico. A matrícula deve estar atualizada no Cartório de Registro de Imóveis, sem pendências como IPTU ou condomínio em atraso. A localização em áreas urbanas consolidadas e boas condições físicas são essenciais. Terrenos não edificados e propriedades rurais enfrentam restrições.

Planejamento financeiro e inadimplência

Especialistas apontam segurança jurídica elevada. Segundo o Banco Bari, a taxa de contratos que chegam a leilão do imóvel varia entre 0,8% e 1,3% ao ano. A modalidade é recomendada para quitar dívidas caras, organizar o orçamento ou investir em negócios próprios, evitando consumo imediato. Custos acessórios (avaliação, registro, seguros) são detalhados e pagos apenas na assinatura do contrato.

Sobre o Banco Bari

Com mais de 31 anos e sede em Curitiba, o Banco Bari é pioneiro em empréstimo com garantia de imóvel no Brasil. A instituição reúne nove empresas com competências complementares, realizando internamente toda a cadeia de concessão, gestão e securitização de crédito. Também oferece consignado, investimentos e securitização imobiliária.

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