Bitcoin é o pior investimento do semestre; veja motivos
Bitcoin é o pior investimento do semestre

O Bitcoin registrou o pior desempenho entre os principais ativos financeiros no primeiro semestre de 2026, acumulando queda de 12%. A criptomoeda mais famosa do mundo amargou perdas que superaram as de ações, commodities e moedas tradicionais, segundo levantamento do InfoMoney.

Três razões para o desempenho negativo

De acordo com analistas do mercado, três fatores principais explicam a desvalorização do Bitcoin no período. O primeiro é o aperto monetário global, com bancos centrais mantendo juros elevados para conter a inflação, o que reduz o apetite por ativos de risco. O segundo é a regulação mais rígida em países como Estados Unidos e União Europeia, que aumentou a incerteza jurídica para investidores. O terceiro fator é a migração de capital para ativos considerados mais seguros, como ouro e títulos públicos, diante de tensões geopolíticas.

Impacto no mercado de criptomoedas

A queda do Bitcoin arrastou todo o mercado de criptomoedas. Ethereum, a segunda maior cripto, recuou 18% no semestre, enquanto altcoins menores tiveram perdas ainda mais expressivas. O volume de negociações em exchanges centralizadas caiu 30% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da CoinMarketCap.

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“O cenário macroeconômico desfavorável e a falta de catalisadores positivos fizeram com que o Bitcoin perdesse o brilho que teve em semestres anteriores”, afirma Carlos Mendes, analista de criptomoedas da XP Investimentos. “Investidores estão migrando para renda fixa e ativos reais, que oferecem retornos mais previsíveis.”

O que esperar para o segundo semestre

Apesar do desempenho fraco, alguns especialistas veem possibilidade de recuperação. O halving do Bitcoin, previsto para ocorrer em 2028, costuma impulsionar o preço nos 12 a 18 meses seguintes. Além disso, a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista em grandes mercados, como Estados Unidos e Brasil, pode trazer novos fluxos de capital.

“O Bitcoin já mostrou resiliência em ciclos anteriores. Quem tem horizonte de longo prazo pode enxergar a queda atual como oportunidade de compra”, pondera Mendes. No entanto, ele alerta que a volatilidade deve continuar alta, e o ativo não é recomendado para perfis conservadores.

Comparação com outros investimentos

Enquanto o Bitcoin despencou, outros ativos tiveram desempenho positivo no semestre. O Ibovespa subiu 8%, impulsionado por ações de commodities e bancos. O dólar caiu 5,8% frente ao real, beneficiando aplicações em renda fixa atreladas ao CDI. O ouro, por sua vez, valorizou 9%, refletindo a busca por segurança.

Para quem deseja diversificar a carteira, a recomendação é alocar no máximo 5% do patrimônio em criptomoedas, segundo planejadores financeiros. “O Bitcoin pode ter lugar em uma carteira diversificada, mas o investidor precisa estar preparado para oscilações bruscas”, conclui Mendes.

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