O consumo durante a Copa do Mundo de 2026 impulsionou as vendas dos hipermercados no Brasil em 74% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O crescimento foi puxado principalmente por itens como cervejas, refrigerantes, petiscos e carnes para churrasco, que registraram alta expressiva nas quatro semanas do torneio.
O impacto nos hipermercados
De acordo com a Abras, o faturamento dos hipermercados durante a Copa superou R$ 12 bilhões, um recorde para o período. As vendas de bebidas alcoólicas cresceram 82%, enquanto os salgadinhos e petiscos tiveram alta de 68%. “Os números refletem o aquecimento típico do período, mas a magnitude deste ano foi surpreendente”, afirmou o presidente da Abras, João Galassi.
O estudo também apontou que as regiões Sudeste e Nordeste lideraram o crescimento, com aumentos de 78% e 72%, respectivamente. As lojas próximas a áreas de grande concentração de bares e restaurantes foram as mais beneficiadas.
Produtos mais vendidos
Entre os itens que mais se destacaram, estão as carnes especiais para churrasco, com alta de 90% nas vendas. O consumo de refrigerantes aumentou 45%, e o de água mineral, 30%. “A Copa é um período em que as famílias se reúnem e as confraternizações se multiplicam. Isso reflete diretamente no carrinho de compras”, explicou o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo de Souza.
Os hipermercados também viram um crescimento na venda de eletrônicos, como televisores e aparelhos de som, que subiram 55% na comparação com o mesmo período de 2025. “Muitos consumidores aproveitaram para trocar a TV antes do torneio, e isso se manteve durante ele”, acrescentou Galassi.
Perspectivas para o varejo
O resultado positivo durante a Copa traz boas expectativas para o segundo semestre do varejo. A Abras projeta que o crescimento das vendas em 2026 deve ficar entre 6% e 8% acima do ano anterior, puxado por eventos sazonais. “A Copa de 2026 foi um divisor de águas para o setor. A recuperação econômica e o aumento do emprego também ajudaram”, afirmou Marcelo de Souza.
No entanto, especialistas alertam que o ritmo de consumo pode desacelerar após o torneio. “É importante que os hipermercados mantenham estratégias de atração, como promoções e programas de fidelidade, para segurar o cliente”, concluiu Galassi.



