Cinco erros do importador ao fechar câmbio na janela eleitoral, por GX Capital
5 erros do importador ao fechar câmbio na janela eleitoral

Em ano de eleição, o câmbio pune o improviso. A mesa da GX Capital mapeou os cinco erros mais comuns de quem importa durante a janela eleitoral, o custo típico de cada um e a estrutura que os corrige. Vinicius Teixeira, fundador da GX Capital, aponta os equívocos mais frequentes na decisão de câmbio nesse período.

1. Falta de planejamento cambial

O primeiro erro é não ter um planejamento cambial estruturado. Muitos importadores agem de forma reativa, fechando câmbio apenas quando a mercadoria está prestes a desembarcar. Segundo Vinicius Teixeira, isso deixa a empresa exposta à volatilidade típica de anos eleitorais, quando o real pode oscilar mais de 10% em poucas semanas. O custo desse improviso é a perda de margem e, em alguns casos, a inviabilização do negócio.

2. Esperar o momento perfeito

Outro erro comum é tentar acertar o melhor momento para fechar o câmbio, esperando uma taxa mais favorável. Essa tentativa de market timing raramente funciona. A GX Capital observa que importadores que adiam a decisão acabam pagando mais caro, pois a tendência é de depreciação cambial em períodos de incerteza política. A recomendação é fazer hedge gradativo, comprando moeda em parcelas.

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3. Não usar instrumentos de proteção

O terceiro erro é ignorar instrumentos de hedge, como o NDF (Non-Deliverable Forward) ou opções de câmbio. Muitos importadores desconhecem essas ferramentas ou as consideram caras. No entanto, Vinicius Teixeira explica que o custo do hedge é menor que o prejuízo de uma oscilação brusca. Em janelas eleitorais, a prêmio das opções pode ser elevado, mas ainda assim compensa para proteger a operação.

4. Ignorar cenários políticos e econômicos

O quarto erro é não acompanhar os desdobramentos políticos e econômicos que afetam o câmbio. Decisões de pesquisas eleitorais, debates, mudanças na política fiscal e cenário externo podem movimentar o dólar. Importadores que não monitoram esses fatores perdem a chance de se antecipar. GX Capital recomenda um acompanhamento diário e a criação de cenários de estresse.

5. Não contratar consultoria especializada

Por fim, o quinto erro é tentar gerenciar o câmbio sozinho, sem apoio de uma consultoria especializada. Muitas empresas subestimam a complexidade do mercado cambial. Vinicius Teixeira afirma que uma mesa de câmbio profissional consegue identificar oportunidades e riscos que passam despercebidos. O custo da consultoria é pequeno perto do ganho de eficiência e redução de perdas.

Com esses cinco pontos, a GX Capital mostra que é possível navegar pela janela eleitoral com mais segurança, evitando os erros que mais penalizam os importadores.

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