Ibovespa fecha em alta de 0,74% e retoma recuperação após duas quedas
Ibovespa sobe 0,74% e retoma recuperação no mercado

O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,74%, aos 175.334 pontos, interrompendo uma sequência de dois pregões negativos. O índice oscilou entre a mínima de 174.048 pontos e a máxima de 175.555 pontos ao longo do dia. De acordo com o analista técnico Rodrigo Paz, a reação abre espaço para a continuidade da recuperação, mas o movimento ainda depende da superação de resistências importantes no gráfico diário.

Perspectivas no gráfico diário

No gráfico diário, o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando um cenário favorável para novas tentativas de alta. Para confirmar a retomada do fluxo comprador, Rodrigo Paz destaca a necessidade de romper a região entre 178.340 e 181.560 pontos. Caso isso ocorra, o índice poderá buscar resistências mais distantes, entre 187.780 e 192.890 pontos. Por outro lado, a perda dos suportes em 174.040, 172.215 e 169.665 pontos poderia recolocar o mercado em tendência de baixa, com alvos em 167.650 e 164.780 pontos, e posteriormente na faixa de 161.745 a 157.000 pontos. O IFR (14) está em 53,02, dentro da zona neutra, sem indicar condições extremas de compra ou venda.

Análise no gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa fechou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sugere um maior grau de indefinição no curtíssimo prazo. Para dar continuidade à reação, o índice precisa superar a resistência entre 175.465 e 176.830 pontos. Se houver rompimento com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 178.200, 179.475 e, depois, em 180.940 pontos. No lado negativo, a faixa de suporte entre 174.040, 173.080 e 172.215 pontos é crucial. A perda desse patamar, especialmente com aumento do volume vendedor, pode intensificar a correção e abrir caminho para os suportes em 169.665 e 167.650 pontos, com alvo mais longo em 166.295 e 164.100 pontos.

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Mini-índice e minidólar

Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a sessão em alta de 1,18%, aos 176.760 pontos, retomando o fluxo positivo. No curto prazo, o ativo apresenta configuração mais favorável após fechar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. A superação da primeira resistência em 176.870 e 177.400 pontos pode sustentar o movimento comprador, enquanto a perda do suporte entre 176.295 e 175.770 pontos abriria espaço para a pressão vendedora. No gráfico de 60 minutos, o fechamento acima das médias de 9, 21 e 200 períodos fortalece o cenário de recuperação, mas ainda depende de volume comprador para confirmar o rompimento das resistências.

Já os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, subiram 0,37%, para 5.118,5 pontos. O ativo fechou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, indicando que a recuperação precisa ganhar força. A resistência inicial está entre 5.124,5 e 5.132,5 pontos, enquanto o suporte entre 5.107 e 5.090 pontos é determinante para evitar uma retomada da pressão vendedora. No gráfico de 60 minutos, a configuração é mais favorável aos compradores, com o ativo acima das médias de 9 e 21 períodos, mas ainda dependente do rompimento das resistências próximas.

Bitcoin futuro

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram em leve alta de 0,18%, aos 327.860 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas. O avanço discreto não alterou a configuração técnica do ativo, que segue em movimento lateral, mas dentro de uma tendência de baixa. O contrato negocia entre as médias de 9 e 21 períodos, reforçando a indefinição no curto prazo. O IFR (14) está em 46,70 pontos, em zona neutra. Para retomar o fluxo vendedor, é necessário romper o suporte entre 319.040 e 303.860 pontos, o que abriria caminho para correções até 293.100/263.780 pontos e, em movimento mais prolongado, 253.250/244.235 pontos. No campo positivo, a recuperação consistente depende do rompimento da resistência entre 341.840 e 355.260 pontos, com alvos em 381.680/399.720 pontos e, posteriormente, 418.550/444.385 pontos.

Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T.

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