Ibovespa Futuro sobe 1% com IPCA-15 abaixo do esperado; exterior pesa
Ibovespa Futuro sobe 1% com IPCA-15; exterior pressiona

O Ibovespa Futuro registra alta de 1% nos primeiros negócios desta terça-feira, 28 de julho de 2026, cotado a 178.500 pontos no vencimento de agosto. O movimento é impulsionado pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que veio abaixo das expectativas do mercado, enquanto fatores externos como a concorrência chinesa no setor de semicondutores e a possibilidade de alta de juros nos Estados Unidos limitam os ganhos.

IPCA-15 fica abaixo do esperado e alivia pressão inflacionária

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu apenas 0,06% em julho de 2026, uma desaceleração significativa ante a alta de 0,41% registrada em junho. No acumulado do ano, o indicador avança 3,51% e, em 12 meses, atinge 4,52% — abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses anteriores. A pesquisa da Reuters apontava expectativas medianas de alta de 0,20% no mês e de 4,67% na comparação anual. O resultado mais fraco reforça a percepção de que a trajetória inflacionária está sob controle, o que pode abrir espaço para uma postura mais flexível do Banco Central na política monetária.

Segundo analistas, o alívio nos preços foi puxado principalmente por itens como alimentação e transportes, que tiveram variações menores. Ainda assim, o núcleo da inflação permanece monitorado de perto, especialmente diante das incertezas externas.

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Petrobras divulga relatório de produção e vendas do 2º trimestre

Após o fechamento do mercado, a Petrobras (PETR4) apresentará seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre de 2026. O mercado aguarda os números para avaliar o desempenho operacional da estatal, especialmente em meio às oscilações recentes nos preços do petróleo e à política de preços da companhia.

Reunião de Lula com ministros e agenda no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza pela manhã uma reunião com ministros das áreas econômicas, incluindo a Casa Civil, a Fazenda, o Desenvolvimento e o Planejamento. Também participam os presidentes do Banco do Brasil, do BNDES e da Caixa Econômica Federal. O encontro ocorre em um momento de ajuste fiscal e discussão sobre o orçamento de 2027. Após a reunião, Lula viaja para o Rio de Janeiro, onde cumpre agenda política.

Exterior: temores com juros nos EUA e crise no setor de chips

No cenário internacional, o mercado precifica uma probabilidade de 35% de que o Federal Reserve (Fed) eleve os juros em 25 pontos-base na quarta-feira. Essa expectativa pesa sobre os ativos de risco e o dólar, que opera estável, a R$ 5,120, com leve alta de 0,03%. O aumento das chances de aperto monetário nos EUA ocorre após declarações de membros do Fed indicando que a inflação americana ainda não está totalmente controlada.

Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street apresentam desempenho misto: o Dow Jones Futuro sobe 0,55%, enquanto o S&P Futuro recua 0,19% e o Nasdaq Futuro cai 1,20%. A queda do Nasdaq reflete a aversão a ações de tecnologia, especialmente de fabricantes de chips. O setor é pressionado por dois fatores: o avanço da concorrência chinesa, que ameaça a liderança de empresas americanas, e as crescentes dúvidas sobre o financiamento e a sustentabilidade do investimento em infraestrutura para inteligência artificial (IA). Investidores temem que o boom da IA possa ser excessivo e que os custos de data centers e servidores não se traduzam em retornos imediatos.

Petróleo em queda com trégua entre EUA e Irã

Os futuros do petróleo Brent ampliam a queda de quase 9% registrada na segunda-feira. A razão é a trégua nas hostilidades entre Estados Unidos e Irã, após a suspensão repentina dos ataques aéreos por Washington no sábado. A desescalada no Oriente Médio reduz os prêmios de risco geopolítico, derrubando as cotações da commodity. O movimento de baixa é generalizado, com o WTI também recuando.

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Ásia-Pacífico fecha no vermelho, com destaque para ações de semicondutores

Os mercados asiáticos fecharam em baixa, liderados pelas perdas do setor de semicondutores. O índice Nikkei, do Japão, caiu mais de 2%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,5%. Empresas como TSMC, Samsung e SK Hynix sofreram quedas significativas. Além da concorrência chinesa, pesam as preocupações com o excesso de oferta e a desaceleração da demanda global por chips. Na China, o índice Xangai Composto caiu moderadamente, mas o setor de tecnologia também foi afetado.

Minério de ferro cai na China com restrições de produção

As cotações do minério de ferro na bolsa de Dalian caíram pelo terceiro dia consecutivo. Siderúrgicas chinesas permanecem fechadas para manutenção após notificações de restrição de produção, o que reduz a demanda pela matéria-prima. No entanto, uma retração nos embarques globais limitou as perdas. O contrato mais líquido fechou com queda de 0,8%, a 800 iuanes por tonelada.

No Brasil, a queda do minério de ferro pressiona as ações da Vale, que é sensível ao preço da commodity. As perdas, no entanto, não devem ser tão expressivas devido ao limite proporcionado pela desaceleração nos embarques.

Perspectivas para o mercado brasileiro

Com o IPCA-15 favorável e a expectativa de um Fed mais cauteloso, o Ibovespa pode encontrar suporte. No entanto, a volatilidade externa e as incertezas sobre o crescimento global ainda preocupam. Investidores acompanharão a reunião de Lula com a equipe econômica para sinais sobre a política fiscal. Às 9h10, o contrato futuro do Ibovespa mantinha a alta de 1%, sinalizando um pregão de cautela, mas com viés positivo.