Genial/Quaest: 43% dizem que economia piorou nos últimos 12 meses
Genial/Quaest: 43% veem piora na economia em 12 meses

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (15) revela que 43% dos brasileiros consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses. O índice representa um aumento de 6 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, de maio, quando 37% compartilhavam dessa opinião. O levantamento ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre 13 e 15 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Avaliação da economia e do governo Lula

Para 27% dos entrevistados, a economia melhorou no período — queda de 4 pontos ante os 31% de maio. Já 28% afirmam que ela ficou estável, oscilação de 2 pontos para baixo. A percepção de piora é mais acentuada entre eleitores com renda familiar de até 2 salários mínimos (48%) e entre moradores do Nordeste (47%).

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também registrou mudanças. A aprovação ótima/bom caiu de 37% para 35%, enquanto a reprovação ruim/péssimo subiu de 36% para 38%. A avaliação regular se manteve em 25%. No recorte regional, a aprovação é maior no Nordeste (48%) e menor no Sudeste (29%).

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Comparação com pesquisas anteriores

Em maio, a Genial/Quaest já apontava tendência de piora na percepção econômica. Na ocasião, 37% viam piora. Em março, o índice era de 31%. O dado de julho é o maior desde o início da série histórica, em janeiro de 2023. Para o economista e sócio da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, a inflação de alimentos e os juros altos pressionam o bolso do consumidor. "O custo de vida elevado impacta diretamente a avaliação da economia, especialmente entre os mais pobres", afirmou.

A pesquisa também perguntou sobre a expectativa para os próximos 12 meses. 49% acreditam que a economia vai melhorar, 28% que vai piorar e 19% que ficará igual. Em maio, os otimistas eram 52%.

Impacto político e cenário eleitoral

O levantamento simulou cenários eleitorais para 2026. Em um primeiro turno estimulado, Lula aparece com 36% das intenções de voto, seguido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (30%), pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (9%), e pela ex-senadora Marina Silva (6%). Brancos e nulos somam 12%, e indecisos, 7%. No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria com 44% contra 39% de Bolsonaro.

Para o cientista político e coordenador da pesquisa, Felipe Nunes, a percepção negativa da economia pode influenciar a corrida eleitoral. "A piora na avaliação econômica tende a corroer a vantagem de Lula, especialmente se a inflação não ceder", disse.

Metodologia

A Genial/Quaest realizou 2.000 entrevistas presenciais em 120 municípios brasileiros, entre os dias 13 e 15 de julho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06024/2026.

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