Governo propõe nova PEC para ampliar autonomia financeira do Banco Central
Nova PEC amplia autonomia financeira do Banco Central

O governo brasileiro planeja apresentar ao Senado uma nova proposta alternativa para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central (BC). A ideia central é permitir que a autoridade monetária utilize seu orçamento monetário, composto por receitas financeiras, para custear suas próprias despesas, sem modificar sua condição de autarquia.

Detalhes da proposta

De acordo com fontes do governo, a nova redação busca fortalecer a capacidade operacional do BC, garantindo maior independência financeira. Atualmente, o BC depende de dotações orçamentárias do Tesouro Nacional, o que pode limitar sua atuação. Com a mudança, o banco central poderia usar recursos provenientes de operações financeiras, como juros de títulos públicos e aplicações, para cobrir gastos administrativos e operacionais.

Resistência e apoio

A medida, no entanto, enfrenta resistência dentro do próprio governo e de setores do Congresso. Há preocupações com o impacto fiscal, já que a transferência de receitas do BC para o Tesouro poderia ser reduzida. Por outro lado, o senador Plínio Valério, relator da PEC no Senado, mantém seu parecer favorável à proposta, que conta com o apoio da Advocacia-Geral da União (AGU).

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Contexto e próximos passos

A PEC original, que tramita há meses, já previa maior autonomia para o BC, mas o governo busca ajustes para evitar conflitos com a política fiscal. A nova proposta deve ser formalmente encaminhada nas próximas semanas, após negociações com líderes partidários. A expectativa é que o texto seja votado ainda neste semestre.

  • Permissão para uso do orçamento monetário em despesas do BC.
  • Manutenção do status de autarquia.
  • Fortalecimento da independência financeira da autoridade monetária.

Especialistas avaliam que a medida pode trazer mais eficiência ao BC, mas alertam para a necessidade de transparência no uso dos recursos. O governo defende que a proposta é equilibrada e não compromete o controle fiscal.

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