Morgan vê alívio para ações do Brasil após Fed, mas alerta para limbo persistente
Morgan: alívio no Brasil após Fed, mas limbo continua

O mercado de ações brasileiro registrou alívio após a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros inalterados, mas analistas do Morgan Stanley advertem que o país ainda enfrenta um 'limbo' econômico. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 2,3% na sessão seguinte ao anúncio, puxado por ações de commodities e bancos.

Contexto da decisão do Fed

O Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, em linha com as expectativas. A comunicação do banco central americano foi interpretada como cautelosa, mas sem sinais de aperto adicional imediato. Isso aliviou a pressão sobre ativos de mercados emergentes, como o Brasil, que sofreram com a aversão ao risco nas últimas semanas.

Limbo fiscal brasileiro

Apesar do alívio de curto prazo, o Morgan Stanley aponta que o Brasil continua em um 'limbo' devido à falta de clareza sobre o arcabouço fiscal e as reformas econômicas. 'A incerteza sobre a política fiscal doméstica e o cenário global ainda pesam sobre as ações brasileiras', afirmou a equipe de estratégia do banco. Segundo a análise, o Ibovespa pode oscilar entre 110 mil e 125 mil pontos até que haja sinais concretos de avanço na agenda econômica.

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Impacto setorial

Setores como mineração e petróleo se beneficiaram do movimento de alta, com destaque para Vale e Petrobras, que subiram 3,1% e 2,8%, respectivamente. Já as ações de varejo e consumo tiveram desempenho misto, refletindo a cautela dos investidores com a demanda doméstica. O Morgan Stanley recomenda cautela com empresas expostas ao crédito, dado o aperto monetário ainda vigente.

Perspectivas para o segundo semestre

Para os próximos meses, o banco projeta que o mercado brasileiro continuará sensível a sinais de política fiscal e monetária. A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic elevada, o que pode limitar a recuperação das ações. 'O alívio pós-Fed é bem-vindo, mas não resolve as fragilidades estruturais do Brasil', conclui o relatório. Investidores devem monitorar indicadores de inflação e aprovação de reformas para calibrar suas posições.

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