Bolsas de NY caem com tecnologia e falas de Waller do Fed
Bolsas de NY caem com tecnologia e falas de Waller do Fed

Os principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quarta-feira, 13 de julho, pressionados por ações de tecnologia e por comentários do dirigente do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller, que sinalizou que o banco central norte-americano pode precisar manter os juros elevados por mais tempo para conter a inflação. O Dow Jones caiu 0,42%, aos 34.053 pontos; o S&P 500 recuou 0,45%, aos 4.388 pontos; e o Nasdaq Composite perdeu 0,60%, aos 13.678 pontos.

Pressão do setor de tecnologia

O setor de tecnologia foi o principal responsável pela queda, com destaque para as ações da Apple, que recuaram 1,2%, e da Microsoft, que cederam 0,9%. O índice Philadelphia Semiconductor (SOX) tombou 1,5%, refletindo o pessimismo com o setor de chips. A Nvidia, uma das empresas mais negociadas, caiu 1,8%, enquanto a AMD perdeu 2,1%. Segundo analistas, o movimento reflete a preocupação com a possibilidade de juros elevados por mais tempo, o que reduz o apetite por ações de crescimento, que são mais sensíveis ao custo do capital.

Falas de Waller do Fed

Christopher Waller, membro do conselho do Fed, afirmou em evento que "a inflação ainda está muito alta" e que "pode ser necessário manter a taxa de juros em nível restritivo por mais tempo do que o esperado" para garantir que a inflação retorne à meta de 2%. As declarações foram vistas como hawkish (inclinadas a aperto monetário) e reforçaram as expectativas de que o Fed não deve cortar juros tão cedo. Segundo o CME Group, a probabilidade de um corte em setembro caiu para 30%, ante 45% na semana passada.

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Impacto nos mercados

O rendimento do Treasury de 10 anos subiu para 4,02%, maior nível em duas semanas, pressionando ainda mais as ações de tecnologia. O dólar também se fortaleceu, com o índice DXY avançando 0,3%, para 103,5 pontos. "O mercado está ajustando as expectativas de política monetária, e isso gera volatilidade", disse John Smith, estrategista do banco Goldman Sachs, em nota. "As ações de tecnologia, que lideraram os ganhos no primeiro semestre, agora estão mais vulneráveis a mudanças nas perspectivas de juros."

Dados econômicos

Na agenda econômica, o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA subiu 0,1% em junho, abaixo da expectativa de 0,2%, mas o núcleo do PPI avançou 0,3%, acima do esperado. Os dados não foram suficientes para mudar o sentimento negativo. O mercado aguarda agora o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho, que será divulgado na quinta-feira, para novas pistas sobre a trajetória dos juros.

Setores e desempenho

Dos 11 setores do S&P 500, apenas o de energia fechou em alta, com ganho de 0,5%, impulsionado pela alta do petróleo. O setor imobiliário caiu 1,2%, e o de consumo discricionário recuou 0,8%. As ações da Tesla, que fazem parte do setor de consumo discricionário, caíram 1,5%, após notícias de que a empresa reduzirá a produção de seus veículos elétricos na China.

O volume de negócios na Bolsa de Nova York foi de 10,2 bilhões de ações, abaixo da média de 11 bilhões dos últimos 20 dias, indicando cautela entre os investidores. "O mercado está em modo de espera até o CPI", comentou Maria Silva, analista do Credit Suisse. "Qualquer surpresa pode gerar movimentos bruscos."

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