As units do Santander Brasil registraram queda de mais de 6 pontos percentuais na B3 nesta quinta-feira, 29 de julho, após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. O movimento foi impulsionado pela avaliação de analistas do mercado financeiro, que consideraram o resultado aquém das expectativas.
Balanço considerado fraco
O balanço do Santander apresentou números que decepcionaram os investidores. O lucro líquido do banco ficou abaixo das projeções, enquanto a margem financeira e a qualidade dos ativos também foram alvo de críticas. Analistas do Credit Suisse, por exemplo, classificaram o resultado como "fraco" e destacaram a pressão sobre a rentabilidade. Segundo relatório, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 15,2%, ante 16,8% no trimestre anterior.
Reação do mercado
As units, que combinam ações ordinárias e preferenciais, encerraram o dia cotadas a R$ 42,30, uma queda de 6,3% em relação ao fechamento anterior. O volume financeiro negociado foi elevado, refletindo a aversão ao risco. O Ibovespa, por sua vez, também registrou perdas, mas em menor magnitude, influenciado pelo tom negativo do setor bancário.
Análise dos especialistas
Para analistas do Itaú BBA, o balanço sinaliza desafios estruturais no controle de despesas e na geração de receitas. "O Santander enfrenta um cenário de margens comprimidas e maior concorrência, o que deve manter as ações sob pressão no curto prazo", afirmou em nota. Já o Goldman Sachs reduziu o preço-alvo das units de R$ 50 para R$ 46, mantendo recomendação neutra.
Impacto para o setor
A fraqueza do balanço do Santander levanta dúvidas sobre a saúde do setor bancário como um todo. Especialistas alertam que o aumento da inadimplência e a desaceleração econômica podem afetar outras instituições. O Banco do Brasil e o Bradesco também caíram no pregão, embora em proporções menores.
Perspectivas futuras
O Santander projeta uma melhora gradual nos resultados, impulsionada por cortes de custos e digitalização. No entanto, analistas permanecem céticos. "A recuperação deve ser lenta e dependente do cenário macroeconômico", ponderou um relatório do Morgan Stanley. A próxima divulgação de resultados, do terceiro trimestre, será crucial para confirmar a tendência.
A queda das units do Santander acentua a volatilidade do mercado de ações brasileiro, que já enfrenta incertezas fiscais e políticas. Investidores devem monitorar de perto os próximos passos do banco e as condições econômicas para ajustar suas posições.



