O presidente do Santander Brasil, Mario Muniz, afirmou nesta quinta-feira (29) que a estratégia do banco para os próximos anos está focada em crescer com qualidade e rentabilidade no médio e longo prazo. A declaração foi dada durante teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre.
Foco em rentabilidade e eficiência
Muniz destacou que o banco pretende manter a disciplina na concessão de crédito e buscar eficiência operacional. “Nosso objetivo não é crescer a qualquer custo, mas sim gerar valor de forma sustentável”, disse. O ROE (retorno sobre patrimônio líquido) do Santander Brasil fechou o semestre em 14,5%, acima da média dos pares, e a meta é superar 15% no médio prazo.
O executivo também ressaltou que o banco está investindo fortemente em digitalização e inteligência artificial para melhorar o atendimento e reduzir custos. A expectativa é que o índice de eficiência (despesas sobre receitas) caia para abaixo de 35% em 2027.
Seleção de segmentos
No crédito, o crescimento será concentrado em setores com menor risco, como agronegócio, consignado e veículos. “Estamos sendo mais criteriosos em segmentos como cartões e pessoa física não garantida”, explicou Muniz. A carteira total de crédito do Santander Brasil cresceu 5% no trimestre, com destaque para o agronegócio, que avançou 12%.
Para o segundo semestre, o banco projeta uma expansão moderada dos empréstimos, em linha com o ritmo da economia. Muniz não descarta eventuais aquisições, mas diz que o foco é orgânico.
Perspectivas para 2026
Questionado sobre o cenário macroeconômico, Muniz afirmou que o banco está preparado para diferentes cenários, mas confia na solidez da economia brasileira. “Vamos continuar crescendo, mas com qualidade e rentabilidade, independentemente do ciclo”, afirmou.
O Santander Brasil encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 4,2 bilhões, alta de 6% ante o mesmo período de 2025. A inadimplência permaneceu controlada, em 2,8%.



