Santander, BB, Itaú, Bradesco: quem ganha e quem perde no 2T de 2026?
Santander, BB, Itaú, Bradesco: quem ganha no 2T de 2026?

O mercado financeiro brasileiro ajustou suas expectativas para a inflação de 2026 pela quarta semana seguida, sinalizando um cenário de menor pressão de preços. Enquanto isso, o Ibovespa futuro avançou, impulsionado pelo foco no cenário eleitoral e pela pausa no conflito no Oriente Médio. No setor bancário, os grandes players — Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco — apresentam resultados mistos no segundo trimestre de 2026, com ganhos e perdas entre as instituições.

Desempenho dos bancos no 2T de 2026

De acordo com análises de mercado, o Santander e o Banco do Brasil se destacam positivamente, enquanto Itaú e Bradesco enfrentam desafios. O Santander beneficiou-se de uma maior exposição ao crédito corporativo e à redução da inadimplência. Já o Banco do Brasil, com forte presença no agronegócio, aproveitou a safra recorde. Por outro lado, o Itaú sente o impacto da concorrência digital e o Bradesco lida com margens comprimidas. Especialistas apontam que a diferença de desempenho reflete estratégias de portfólio e eficiência operacional.

Projeções macroeconômicas e impactos

A redução da projeção de inflação para 2026 é um fator positivo para o mercado de renda fixa e para as ações de bancos, que se beneficiam de juros mais baixos. No entanto, o cenário eleitoral gera incertezas. O Ibovespa futuro reagiu positivamente à pausa nas tensões no Oriente Médio, que derrubou o petróleo Brent em 9%, abaixo dos US$ 90. Esse movimento alivou custos para empresas como a Petrobras, mas pressionou a Vale, que teve seu rating cortado para neutro pelo Goldman Sachs, com poucos gatilhos de curto prazo.

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Outros destaques do mercado

A WEG recebeu dupla elevação para compra do JPMorgan e do BBI, que veem uma nova fase de crescimento. A Embraer, a Iochpe-Maxion e a Brava também estão entre as ações a serem monitoradas. No segmento de tecnologia, a fabricante chinesa de chips CXMT estreou na bolsa de Xangai com disparada de 470%. Já o JPMorgan rebaixou a Isa Energia para neutro, indicando menos espaço para valorização. No setor de energia, a WEG fechou contrato com a Engie para ampliação da usina hidrelétrica Jaguara.

Segundo o InfoMoney, a movimentação dos mercados reflete uma combinação de fatores domésticos e globais, com investidores atentos às eleições e às políticas monetárias. O dólar e os juros futuros também acompanham as oscilações, enquanto a agenda política inclui a convocação do embaixador argentino pelo Itamaraty após declarações de Javier Milei, chamado de “palhaço” pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan.

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