O Morgan Stanley registrou lucro líquido de US$ 5,6 bilhões no segundo trimestre de 2026, um avanço de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas do mercado, impulsionado por receitas recordes nas divisões de banco de investimento e gestão de patrimônio.
Receitas batem recorde e superam projeções
A receita total do banco atingiu US$ 18,2 bilhões no trimestre encerrado em junho, crescimento de 45% ante os US$ 12,5 bilhões registrados um ano antes. O desempenho foi puxado pelo banco de investimento, cuja receita saltou 72%, para US$ 7,8 bilhões, com destaque para fusões e aquisições (M&A) e emissões de ações e dívidas.
Já a divisão de gestão de patrimônio (wealth management) reportou receita de US$ 7,1 bilhões, alta de 18% na comparação anual, beneficiada pelo aumento das taxas de administração e do fluxo líquido de novos ativos.
Despesas controladas e eficiência operacional
As despesas totais do Morgan Stanley somaram US$ 10,9 bilhões no trimestre, um aumento de 22% ante o mesmo período de 2025. Apesar da elevação, o banco manteve a disciplina de custos, com o índice de eficiência (despesas sobre receitas) caindo de 65% para 60%.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 18,5%, ante 12% no segundo trimestre do ano passado, demonstrando forte rentabilidade.
Contexto macro e perspectivas
Segundo o CEO do Morgan Stanley, Ted Pick, "os resultados refletem a força de nossas franquias diversificadas e a capacidade de capturar oportunidades em um ambiente de mercado favorável". Ele destacou que o banco continua vendo demanda robusta por assessoria em fusões e captações, especialmente nos setores de tecnologia e saúde.
O lucro por ação (EPS) foi de US$ 3,45, superando a estimativa média de US$ 3,10 dos analistas consultados pela Refinitiv. As ações do Morgan Stanley subiram 2,3% no pré-mercado de Nova York após a divulgação dos números.
Comparação com concorrentes
O resultado positivo do Morgan Stanley acompanha a tendência de grandes bancos americanos, que vêm se beneficiando do aumento das atividades de M&A e da alta dos mercados acionários. O Goldman Sachs, por exemplo, reportou lucro de US$ 4,8 bilhões no mesmo período, alta de 55%.
Os números reforçam a resiliência do setor financeiro dos EUA, mesmo diante de incertezas sobre a trajetória dos juros e a inflação. O Morgan Stanley elevou sua projeção de receita para o ano de 2026, sinalizando confiança na continuidade do ciclo positivo.



