Lucro do UBS sobe 17% no 2º trimestre e supera expectativas
Lucro do UBS sobe 17% e supera expectativas no 2º trimestre

O UBS, maior banco da Suíça, anunciou um lucro líquido de US$ 2,8 bilhões no segundo trimestre, superando em 17% o mesmo período do ano anterior e as expectativas do mercado. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, foi impulsionado pelo desempenho robusto nas áreas de gestão de patrimônio e banco de investimentos, com destaque para a receita recorde na divisão de operações financeiras — alinhada aos fortes resultados observados em Wall Street e entre concorrentes europeus. A previsão média dos analistas era de US$ 2,39 bilhões, conforme pesquisa da própria instituição.

Recompra de ações e retorno sobre capital

O banco também anunciou um novo programa de recompra de ações no valor de US$ 3 bilhões, a ser concluído até meados do próximo ano. A medida sucede um programa anterior, também de US$ 3 bilhões, encerrado em julho. A instituição afirmou que pretende recomprar pelo menos US$ 1 bilhão nos próximos três meses, mas ressaltou que o valor e o ritmo dependerão do desempenho financeiro de curto prazo e do desfecho das novas regras bancárias suíças.

No primeiro semestre, o retorno sobre o capital comum de Nível 1 (CET1) atingiu cerca de 17%, acima da meta de 15% estabelecida para o final do ano. O presidente-executivo Sergio Ermotti destacou, em teleconferência com analistas, que a lucratividade atual se aproxima dos níveis registrados antes da aquisição do Credit Suisse. “Embora o ano ainda não tenha terminado, estamos próximos de atingir o mesmo nível de lucratividade que o UBS tinha antes da aquisição, o que ressalta nossos esforços nos últimos três anos”, afirmou.

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Reação do mercado e análise

As ações do UBS subiram 2,5% no pregão da manhã, impulsionadas pelos resultados e pela recompra. Analistas consideraram os números encorajadores, mas alguns alertaram para a valorização recente — alta de 28% nos últimos três meses. O Zuercher Kantonalbank, em relatório enviado a clientes antes da abertura do mercado, declarou: “Avaliamos positivamente o desempenho do banco, mas consideramos que o preço atual das ações está justo.”

Captação de ativos e investimentos em IA

A divisão global de gestão de patrimônio registrou entradas líquidas de US$ 36 bilhões no trimestre, impulsionadas por US$ 14,3 bilhões provenientes da Suíça. O UBS também revelou que está investindo em inteligência artificial, com nove iniciativas em larga escala já iniciadas, como parte da estratégia de posicionar o banco para o futuro.

Incertezas regulatórias e integração do Credit Suisse

O governo suíço propôs a exigência de aproximadamente US$ 20 bilhões em capital adicional de Nível 1 para o UBS, medida que o banco considera prejudicial à sua competitividade. No entanto, espera-se que o parlamento suavize a exigência ao iniciar a elaboração do projeto de lei no próximo mês, diante do receio de que uma reserva permanente dessa magnitude afaste investidores.

A integração do Credit Suisse, adquirido após seu colapso em 2023, segue conforme o cronograma, com conclusão prevista para o final de 2026. No segundo trimestre, o UBS obteve economias brutas adicionais de US$ 1,1 bilhão, totalizando US$ 12,6 bilhões desde o início da integração. O banco também reduziu seu quadro de funcionários em 2.500 postos de trabalho em tempo integral, fazendo com que a força de trabalho interna ficasse abaixo de 100 mil pela primeira vez desde a aquisição.

Perspectivas para o próximo trimestre

Para o trimestre atual, o UBS projeta condições de mercado amplamente favoráveis, embora a incerteza permaneça elevada. O banco reiterou que continuará monitorando o ambiente regulatório e econômico para ajustar suas estratégias de capital e recompra de ações.

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