O Lloyds Banking Group registrou um lucro antes de impostos de £4,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 14% em comparação com os £3,9 bilhões do mesmo período de 2025. O resultado superou as expectativas do mercado e foi impulsionado pelo crescimento da receita com juros e pela redução de provisões para perdas com crédito. Além disso, o banco anunciou a expansão do seu programa de recompra de ações, elevando o total autorizado para £2 bilhões.
Desempenho financeiro robusto
O lucro líquido atribuível aos acionistas somou £3,2 bilhões, ante £2,8 bilhões no ano anterior, um avanço de 14,3%. A margem financeira líquida subiu para 2,95%, contra 2,85% em 2025, refletindo o ambiente de juros elevados no Reino Unido. As receitas totais do banco chegaram a £9,8 bilhões, alta de 8% na comparação anual.
Segundo o CEO do Lloyds, Charlie Nunn, “os resultados demonstram a força do nosso modelo de negócios e a disciplina na gestão de custos. Estamos confiantes em nossa capacidade de gerar valor para os acionistas.” O banco também registrou uma queda nas provisões para perdas com crédito, que passaram de £1,2 bilhão para £1,0 bilhão, indicando melhora na qualidade dos ativos.
Expansão da recompra de ações
O conselho de administração autorizou um aumento de £500 milhões no programa de recompra de ações, elevando o total para £2 bilhões. A iniciativa faz parte da estratégia de devolver capital aos acionistas e reflete a sólida posição de capital do banco. O índice de capital CET1 (Common Equity Tier 1) permaneceu em 14,2%, bem acima do requisito regulatório mínimo.
A decisão foi bem recebida pelos investidores, com as ações do Lloyds subindo 2,3% na Bolsa de Londres após o anúncio. Analistas do setor destacam que a recompra ampliada sinaliza confiança na geração de caixa futura.
Perspectivas para o segundo semestre
Para o restante de 2026, o Lloyds projeta um crescimento moderado da economia britânica, com o PIB avançando entre 1% e 1,5%. O banco espera que a margem financeira permaneça estável, com possíveis cortes de juros pelo Banco da Inglaterra no quarto trimestre. A despesa com provisões deve continuar controlada, sustentada pelo baixo desemprego.
Em comunicado, a instituição afirmou que “as operações continuam resilientes e bem posicionadas para apoiar clientes e acionistas”. O Lloyds encerrou o semestre com 26 milhões de clientes ativos no Reino Unido e uma carteira de crédito de £450 bilhões.



