O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta quarta-feira, a distribuição de R$13 bilhões do lucro obtido pelo fundo no exercício de 2025. A decisão foi tomada durante reunião ordinária do colegiado, em Brasília, e representa um dos maiores repasses já realizados aos cotistas.
Detalhes da distribuição
O valor será creditado nas contas vinculadas dos trabalhadores até o final de dezembro, proporcionalmente ao saldo existente em cada conta em 31 de dezembro de 2025. A estimativa é que mais de 200 milhões de contas sejam beneficiadas, com um rendimento adicional médio de 0,5% sobre o saldo. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a distribuição equivale a aproximadamente 65% do lucro total do FGTS em 2025, que foi de R$20 bilhões.
Impacto para os trabalhadores
Os recursos distribuídos aumentam o saldo das contas do FGTS, podendo ser sacados nas condições previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria ou aposentadoria. Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a medida “fortalece o poder de compra dos trabalhadores e injeta recursos na economia”. Ele destacou que “a distribuição do lucro é uma conquista dos trabalhadores, que veem seu fundo render acima da inflação”.
Contexto econômico
O lucro do FGTS em 2025 foi impulsionado pelo desempenho da carteira de crédito imobiliário e pela aplicação em títulos públicos, que renderam com a alta da Selic. A taxa de administração do fundo, fixada em 0,5% ao ano, também contribuiu para o resultado positivo. Desde 2017, quando a distribuição de lucros foi regulamentada, o FGTS já distribuiu mais de R$60 bilhões aos trabalhadores.
Reações e próximos passos
A aprovação foi unânime entre os membros do conselho, que representam governo, trabalhadores e empregadores. A Caixa Econômica Federal, como agente operador, será responsável pelo processamento dos créditos. A expectativa é que os valores estejam disponíveis nas contas até o dia 31 de dezembro. O conselho também aprovou a destinação de R$2 bilhões para o Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), que financia projetos de infraestrutura.



