O estoque total de crédito no Brasil alcançou R$ 7,356 trilhões em junho, um crescimento de 1,2% em relação a maio, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O avanço foi puxado tanto pelas operações com recursos livres quanto pelas direcionadas, refletindo a retomada da atividade econômica e a demanda por financiamento.
Recursos livres e direcionados impulsionam alta
As operações com recursos livres somaram R$ 4,290 trilhões, alta de 1,1% no mês, enquanto os recursos direcionados atingiram R$ 3,066 trilhões, crescimento de 1,4%. No acumulado do primeiro semestre, o estoque total de crédito registra expansão de 4,8%.
De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o resultado reflete a confiança do mercado e a melhora nas condições de financiamento. "O crédito continua sendo um vetor importante para o crescimento econômico, especialmente para o consumo e investimento das empresas", afirmou.
Setores e modalidades em destaque
Entre as modalidades, o crédito imobiliário apresentou alta de 1,8% no mês, somando R$ 1,342 trilhão. Já o crédito rural cresceu 2,3%, impulsionado pelo custeio da safra. No segmento de pessoas físicas, o saldo de crédito consignado subiu 0,9%, totalizando R$ 600 bilhões.
A inadimplência (atrasos acima de 90 dias) manteve-se estável em 3,2%, indicando solidez no sistema financeiro. O spread bancário médio recuou 0,1 ponto percentual, para 28,4% ao ano, refletindo leve melhora nas taxas de juros.
Perspectivas para o segundo semestre
Economistas projetam continuidade do ritmo de expansão do crédito, embora com moderação. O Banco Central deve manter a política monetária atual, com a Selic em 10,50% ao ano, o que ainda favorece o crédito, mas demanda cautela. O estoque total de crédito deve encerrar 2026 entre R$ 7,6 trilhões e R$ 7,7 trilhões, segundo estimativas de mercado.



