BRB afasta 3 funcionários após operação por fraude em aposentados
BRB afasta 3 após operação por fraude em aposentados

BRB afasta funcionários após operação da Polícia Civil

O Banco de Brasília (BRB) afastou três funcionários após uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados. A ação, que conta com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), identificou possíveis irregularidades em mais de 3.500 contas, com impacto financeiro estimado em R$ 5 milhões.

Detalhes da operação

A operação, deflagrada na última segunda-feira, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Brasília e em Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, os descontos irregulares eram feitos sem autorização dos titulares das contas, que são aposentados e pensionistas. O BRB informou que iniciou uma investigação interna paralelamente às apurações externas e que colabora com as autoridades.

Histórico de irregularidades

Esta não é a primeira vez que o BRB é alvo de operações contra descontos indevidos. Na semana passada, o banco já havia sido alvo de uma operação do Ministério Público para apurar descontos irregulares em salários de servidores públicos. Na ocasião, o MPDFT investigou supostas fraudes envolvendo empréstimos consignados não autorizados.

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O BRB afirmou, em nota, que “adotou as medidas cabíveis, incluindo o afastamento dos funcionários envolvidos, e está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos”. O banco também disse que está revisando seus procedimentos internos para evitar novas ocorrências.

Impacto para os aposentados

Os descontos indevidos afetaram diretamente a renda de aposentados e pensionistas, muitos dos quais dependem exclusivamente do benefício para viver. A Polícia Civil estima que mais de 3.500 contas foram atingidas, com valores que variam de pequenas quantias a centenas de reais por mês. O prejuízo total já soma R$ 5 milhões, mas o número pode aumentar à medida que as investigações avançam.

A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do DF é a responsável pelo inquérito. Os afastados são suspeitos de envolvimento direto no esquema, que pode configurar os crimes de estelionato, peculato e associação criminosa.

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