Bancos brasileiros buscam pares mexicanos após EUA classificarem PCC e CV como terroristas
Bancos buscam México após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Instituições bancárias brasileiras estão buscando informações junto a seus pares mexicanos para entender as repercussões da decisão dos Estados Unidos que classificou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida, anunciada pelo governo americano, exige que os bancos reformulem seus programas de compliance para identificar clientes ligados a essas organizações.

Impactos da classificação de terrorismo

Segundo executivos do setor ouvidos pela reportagem, a principal preocupação é que os EUA imponham sanções financeiras similares às aplicadas no México contra cartéis de drogas, afetando diretamente instituições financeiras brasileiras que tenham vínculos indiretos com as facções. A classificação como terrorista permite ao governo americano congelar ativos, bloquear transações e processar criminalmente qualquer pessoa ou empresa que forneça apoio material às organizações listadas.

Estratégias de compliance em xeque

Os bancos brasileiros agora precisam revisar suas bases de clientes, especialmente em regiões onde PCC e CV têm forte atuação, como São Paulo, Rio de Janeiro e estados do Norte e Nordeste. A identificação de pessoas jurídicas e físicas ligadas às facções se torna prioritária, sob risco de sanções dos EUA. “A troca de informações com o México é crucial porque eles já enfrentaram situação semelhante com os cartéis”, afirmou um executivo de compliance de um grande banco nacional, sob condição de anonimato.

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Medidas preventivas e próximos passos

As instituições financeiras estão formando grupos de trabalho para mapear exposições e ajustar sistemas de monitoramento. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que a entidade deve emitir orientações nos próximos dias. Enquanto isso, os bancos correm contra o tempo para evitar que a classificação americana gere bloqueios de contas e transações internacionais, como já ocorreu com bancos mexicanos no passado.

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