Técnicos do Ministério da Economia ouviram as críticas e afirmam: a reforma tributária precisa de uma defesa mais robusta. Em reunião fechada nesta segunda-feira, especialistas apontaram que a proposta de simplificação tributária enfrenta resistência de setores que temem aumento de carga. "Há desinformação e lobby de grupos que preferem manter distorções", disse um técnico sob condição de anonimato.
Críticas de empresários e políticos
Nos últimos dias, lideranças empresariais e parlamentares criticaram pontos como a alíquota única e a transição para o novo modelo. A Federação das Indústrias (Fiesp) alertou para riscos de aumento de impostos em setores intensivos em mão de obra. O governo, porém, defende que a reforma trará ganhos de eficiência.
Segundo levantamento do Ministério da Economia, 70% das empresas serão beneficiadas com a redução da burocracia, mas apenas 35% dos cidadãos conhecem os detalhes da proposta. "Precisamos de uma campanha de esclarecimento nacional", afirmou o técnico.
Impacto econômico e próximos passos
A reforma em discussão no Congresso prevê unificar PIS, Cofins e IPI em um IVA dual, com alíquota estimada em 25%. Estudos mostram que, se aprovada, o PIB pode crescer 12% em 15 anos. No entanto, a tramitação enfrenta embates na Câmara e no Senado.
"A defesa técnica é essencial para evitar que o projeto seja desidratado", comentou outro técnico. O relator da reforma, deputado X, afirmou que buscará negociação com os setores críticos. A expectativa é de votação ainda neste semestre.



